Fogooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Como eu disse o inverno é bom para comer fondue!
Sábado a Mariana (minha irmã) queria comer fondue, minha mãe disse que não estava a fim de fazer. Então Mari decidiu fazer sozinha.
 Estava tudo ocorrendo bem! Eu e o Felipe (meu namorado) fomos para a cozinha ficar com ela, dando apoio moral. Já que eu não sei nadaa de cozinha, afinal não tem o porquê, já que é impossível eu cozinhar, não tenho essa habilidade, infelizmente ou felizmente!
Mariana estava fazendo tudo com muito carinho, fez cada molho delicioso! Modesta parte minha irmã manda muito bem na cozinha, puxou à mãe!
Mariana ligou o óleo para esquentar e depois desligou. Nisso meu pai e a Bia (minha cunhada) também estavam na cozinha. Alguém falou; olha, está com fogo na panela! Meu pai foi assoprar, a Bia disse; não assopra que piora, joga água, e foi que fizeram!
Só que óleo com água dá Fogooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Foi um clarão, um calor, uma gritaria, tinha que correr, parecia filme! Um susto muito grande, o fogo vinha vindo..... Muito maluco!
 Eu com ajuda conseguir sair correndo com a Bia, Felipe, meu irmão e meu pai, me ajudaram a pular a cadeira de rodas do Felipe, pois não tinha outra passagem, a cozinha é comprida e estreita. Quando sai, achei que meu pai, Felipe e meu irmão fossem morrer.
 Meu pai com a cozinha toda em fogo, voltou e tampou a panela, não sei como, o fogo foi embora! Ufa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Se não fosse isso a gente tinha morrido
A cozinha ficou preta! Fondue já era!
Depois do susto, comemos pizzaa! É a vida, nem tudo é perfeito. Mas desta vez foi perfeito, porque graças a Deus ninguém se machucou! Meu pai realmente é meu herói!

Até mais,
bjo,
Carol

Inverno ou Verão


Que delicia! Hoje está um calozinho, sol, o dia está bonito, eu adoro! Sinto-me animada, disposta, a vida fica mais gostosa e mais linda.
Eu não gosto do frio, da chuva, quando está assim parece que tudo fica mais complicado. Sabe, até para namorar eu prefiro o calor, não entendo quem fala que o frio é bom para namorar.
Acho que duas semanas de frio está ótimo que ai, eu como fondue, assisto filmes, embaixo do edredom e durmo. Ah, também é ótimo para viajar, eu ainda não tive o prazer de ir conhecer a neve, mas eu vou em breve, mas eu volto para o meu calozinho!
Para mim frio é sinônimo de férias.
Bom final de semana a todos!
Até mais,
bjo,
Carol

Uma mãe

Eu li a reportagem da mãe que matou filho de 11 anos. Ele era autista, por isso o menino era sacaneado na rua. A mãe não agüentava mais ver isso acontecendo e que agora ele estava em paz. O corpo da criança foi encontrado em um hotel, junto com a mãe, esta estava segurando a mão do filho. O site O Vida Mais Livre, http://migre.me/Jbh1, está fazendo a seguinte pergunta; você acha que ela deve ser condenada? Eu não consegui responder.

Acredito que essa mãe tinha uma grande dificuldade de lidar com o problema do filho, para ela doía muito vê-lo sendo sacaneado na rua, pois era uma ferida nela que nunca cicatrizava.

Volto a repetir, não sei se ela deve ser condenada, não tem como julgar uma situação dessa.

Este caso me chamou atenção.

Até mais,

bjo,

Carol

Dança das cadeiras!

Vestibular parte 2

Assim, no meu segundo momento de vestibulares, foram cartas e cartas, encontros e desencontros, telefonemas e e-mails para diretores de faculdades e coordenadores de exames, explicando a minha necessidade de ter um escriba que conhecia as matérias. A primeira dúvida era sempre a mesma: mas uma pessoa conhecida e conhecedora das matérias vai fraudar o vestibular!! Em alguns momentos, achei que ia ser presa, tamanha era a força dessa afirmação. Explicações de meus pais, minha fono e minhas não faltaram para convencer as coordenações de que o que pedíamos era apenas uma igualdade de condições no vestibular em relação aos outros candidatos. Chegamos a dizer que podiam encher a sala de fiscais para observarem a realização da prova. Foi muito difícil de convencê-los, mas acabei fazendo o vestibular em todas elas.

O primeiro exame, desta segunda fase, foi o mais tenso. A faculdade, muito organizada, bonita e aparentemente preparada para receber deficientes (vaga exclusiva no estacionamento, rampa e elevadores para cadeirantes) demonstrou total despreparo para o acolhimento de candidatos com necessidades especiais a uma vaga em um de seus cursos. Embora tivéssemos acertado antes com a coordenação do vestibular a presença da escriba conhecida (com alguma facilidade até, é importante que se diga), na hora do exame, a senhora pedagoga (a mesma do vestibular anterior) apareceu na sala, com o excelentíssimo diretor da Faculdade, chamando minha escriba de canto para dar-lhe a seguinte ordem: saia da sala que eu assumirei seu lugar. É importante que Carolina não perceba sua saída!

Não perceber a saída de minha escriba! Eu, que estava me candidatando a uma vaga no curso de Direito não perceberia a ausência daquela que me ajudaria a escrever a prova? Que compreensão aquela senhora pedagoga e o excelentíssimo diretor da faculdade tinham de mim? Até hoje tenho muita raiva de pensar no assunto. Ali, não era eu a única considerada retardada, meus pais, minha fono, minha escriba, todos estávamos sendo considerados idiotas por essa faculdade. Será que eles realmente acharam que a ordem seria obedecida?

Imediatamente, a Aliandra (era esse o nome de minha escriba) me contou o que estava acontecendo e eu lhe disse para pegar o celular na minha bolsa e avisar meus pais que, àquela altura, já estavam fora da universidade.

Não deu nem cinco minutos e eu só vejo meu excelentíssimo pai, no hall da faculdade, gritando palavras como: Palhaçada! Palhaçada! Isto não passa de uma enganação, um engodo!! Nervoso, entrou na sala onde eu estava e me puxou com força da cadeira para que fôssemos embora. Foi aí que começou a gritaria. Estávamos no corredor e o diretor, a pedagoga e um superior a ambos tentavam acalmar meu pai, dizendo que foi um mal-entendimento de nossa parte. Foi aí que minha mãe também enlouqueceu e começou a chorar. Eu queria muito ir embora daí, pois odeio confusão. A certa altura, a senhora pedagoga disse que a culpa foi da Aliandra que não devia ter me alertado, pois eu nem perceberia a sua ausência. Aí foi a gota d’água. Mais gritos, mais choros e meu pai dizendo que ia processar aquela faculdade e divulgar para a imprensa o que estava ali acontecendo.

Era momento então de contemporização: o superior resolveu acalmar os ânimos, me abraçando e dizendo que eu faria a prova com a minha escriba. Voltei então à sala. Quando a prova chegou a senhora pedagoga sentou-se do meu lado e ainda pediu à Aliandra que estava do meu lado: dava para você se afastar um pouco?

Eu já estava exausta nesse momento e, numa troca de olhares, eu e Aliandra concordamos que ela se afastasse para que eu começasse a prova. Cínica e incompetente, esta senhora me ofereceu água e ao escutar minha resposta: não, obrigada... ela entendeu: está gelada? Que condições teria de fazer uma prova bem feita com esta senhora?

Mesmo com todos esses contratempos, fiz sim uma boa prova. Minha redação foi, inclusive, classificada entre as melhores daquele ano. Passei no vestibular de lá, mas jamais pensei em freqüentar aquela faculdade. Fomos sim, minha família lutar contra o preconceito que sofremos na justiça. Meu pai entrou com uma ação de danos morais contra aquela universidade. A tramitação do processo correu por um tempo, sem grandes avanços, porque era a nossa palavra contra a daquela instituição. O assunto morreu sem que houvesse nenhuma retratação da direção da faculdade.

Até mais,

bjo,

Carol

Vestibular parte 1

Os primeiros vestibulares, foram um teste para saber como seria depois. Hoje, percebo que não tinha nenhum amadurecimento para prestar aquele vestibular. Não estava preparada nem no aspecto acadêmico, nem no emocional.

Para realizar estes exames seria necessária também a presença de um escriba, caso contrário demoraria quase um dia inteiro para terminá-los. Enfrentar a situação de ter um outro escriba que não fosse a que me auxiliou durante o Ensino Médio, foi muito difícil. Tentar descobrir como me comunicar com alguém desconhecido na linguagem da química, da física e da matemática, que até para mim não era muito fácil, foi algo desgastante e cansativo.

Enquanto um vestibulando tem de se deparar com a prova e seus sentimentos unicamente, eu tinha de me deparar com isso e com um outro, com quem não tinha a menor intimidade e que, por vezes, achava que eu estava brincando de vestibular. Tipo café com leite. Isso aconteceu em praticamente todas as instituições em que prestei vestibular. Não vou dar nomes aos bois, mas quero deixar claro que foram faculdades renomadas de São Paulo. Não foi pequena a batalha que enfrentamos.

Os primeiros escribas que me foram designados eram excelentes pessoas, mas com total despreparo. Eles não sabiam nada sobre a matéria que eu estava lhe ditando.

Não é uma questão de me valer do conhecimento do outro para tirar vantagens na realização das questões. É apenas poder transmitir meu raciocínio sem ter de ensinar como o meu escriba deveria montar, por exemplo, uma equação. A tarefa aí fica duplicada e eu saio em desvantagem em relação aos outros concorrentes. Enquanto estes resolvem as questões, eu antes de resolvê-las tinha de, muitas vezes, ensinar como isso era feito para que meu escriba pudesse escrever adequadamente aquilo que eu lhe ditava. Se o vestibular fosse só da área de Humanas, esse problema não existiria. Mas o caso é que existe a área das exatas e a resolução de muitas questões passa por um conhecimento muito específico de símbolos desta linguagem que não é do conhecimento de todas as pessoas.

Um exemplos para ilustrar bem a situação. O estudante de Turismo, que foi um dos meus escribas, não conhecia a fórmula de velocidade na Física. Quando lhe ditei, para resolver uma questão: ‘DELTA V igual a DELTA S sobre DELTA T’, ele não sabia como registrar essa expressão no papel. Como então explicar-lhe o que era o Delta? Ou o V, o S, o T? E o significado do sobre? Desisti de tentar explicar que o Delta era um triângulo e que o sobre significava uma fração. Fica totalmente inviável ensinar passo a passo algo que precisa de um raciocínio maior. Ou eu bem resolvia a questão ou explicava a ele como registrar meu raciocínio no papel. As duas coisas juntas, nem pensar, ainda por cima, num momento de tensão, como é o vestibular.

Então para os próximos vestibulares, duas alternativas: ou eu virava uma expert em exatas a ponto de não me enrolar em resolver uma questão ao mesmo tempo em que explicava a matéria ao meu escriba ou eu tinha ao meu lado alguém que conhecia a matéria. Batalhamos pela segunda opção, já que Deus não me dotou de conhecimentos dessa grandeza.

Até mais,

bjo,

Carol

O meu velho golpe

Eu e meu irmão sempre brincamos, mas também brigávamos muito.

Claro que eu, por motivos obvios, levava a pior na maioria das vezes. Ele me enchia de porrada, é lógico que eu tentava chutar, dava uns tapas, no entanto não eram fortes iguais ao dele.

A minha vingança vinha logo depois. Quando ele estava distraído, eu vinha por trás e aplicava o meu velho truque da gravata. Meu irmão, que sempre foi muito branco, ficava vermelho igual a um pimentão, mas não que ele tivesse sufocando, e sim de raiva! Bobeou outra vez!

Quando eu ia tentar tirar o braço, não conseguia, pois ele travava, eu ficava com medo que acontecesse algo.

Então a gente gritava para alguém vim ajudar, e lá vinha o meu pai, rindo da cara do Guga, ou minha mãe e tirava o meu braço.

Ficávamos bem, até a próxima briga!

Até mais,

bjo,

Carol

Uma pessoa que luta pela vida e a outra não quer lutar!

Como são as coisas! Eu li agora no blog http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/, o post “Uma menina de fibra!”. Conta a historia de uma pessoa que sofre da doença Fibrose Cística, esta torna toda secreção do organismo grossa, pegajosa, dificultando a saída delas e parece que a sobrevida mediana de 35 anos. Ela hoje é psicóloga, trabalha em uma multinacional, ama a vida e por isso tem uma força incrível. Segundo ela; “peguei este limão azedo, espremi com muita força, fé e coragem, e fiz uma bela limonada doce! Em vez de medo, crio forças diariamente. No lugar de desespero constante, uma esperança que se renova a cada segundo”.

Enquanto essa menina de fibra luta pela vida, eu vejo a esposa do meu tio, desistir da vida. Esta fumou a vida inteira, atualmente está com Câncer no pulmão, não para de fumar, toma vinho, o dia inteiro e chora que não quer morrer.

Eu fiquei pensando nestes dois casos, uma luta pela vida, a outra quer a vida, mas não quer lutar por ela. Algumas pessoas são fracas, pois não admitem o sofrimento, acham que não o merecem, são egoístas consigo mesmo e com os outros. Elas têm um sério problema, não aprenderam a lidar com a frustração quando criança. Nós desde que nascemos temos que aprender que a frustração existe, e devemos criar mecanismos para conviver com ela.

Através da frustração é que crescemos.

Até mais,

bjo,

Carol

Preconceito

Todos nós temos algum preconceito!

Quem fala que não tem preconceito, está negando, pois sempre fazemos um julgamento antecipado e sem fundamento sério.

Ontem mesmo eu e minha mãe assistindo televisão, fizemos um comentário; “eu não confiaria em médico desses”. A gente falou isso sem conhecer o profissional, julgamos apenas pela aparência e pelo pouco que ele falou. Isso é preconceito.

Acredito que não há como acabar com o preconceito, pois acostumamos formar um conceito antes de realmente conhecer. O perigo do preconceito é de depois de formar uma opinião, não querer aceitar que o seu conceito estava errado, e assim mudar a sua idéia.

Preconceito é apenas falta de conhecimento, arrogância de não querer mudar o seu conceito, ou seria um medo do novo?

Até mais,

bjo,

Carol

O tempo

Nascer,

Aprender andar,

Ir para a escola,

Aprender a ler

Brincar,

Fazer amizades.

Crescer,

Descobrir o amor,

A paixão,

As transformações do corpo.

Descobrir um novo mundo.

virar adulto,

Liberdade,

Responsabilidade,

Começar a trabalhar,

Casar,

Ter filhos.

Envelhecer,

Ter sabedoria,

Ter consciência que a vida ainda não acabou.

E ser feliz.

Como o tempo passa,

Temos que curtir todas as etapas da vida,

E tirar alguma lição delas.

Até mais,

bjo,

Carol

Um minuto para nós mesmos

As pessoas hoje têm muita dificuldade de ficarem sozinhas, de refletir. Estamos sempre com algo, como celular, televisão, Ipod, Internet, enfim qualquer coisa que faça a gente não se sentir só. E pior quando estamos com as outras pessoas, a gente continua com algum aparelho na mão, às vezes, até dando mais atenção para ele do que para a pessoa que está ao nosso lado.

A gente está tentando fugir do que ou de quem? Pode ser de nós mesmos! Mas por que, temos medo? Medo de sentir aquela angustia enorme ou aquele desejo que temos e guardamos para gente, pois é feio e não temos coragem para realizar. Temos então medo dos nossos sentimentos? Afinal hoje em dia todas as pessoas têm que ser umas iguais às outras, temos que ter os mesmos desejos, sentimentos, as vontades, e até as angustias, se é que temos tempo para sentir algo.

Cadê a subjetividade de cada um de nós. Precisamos encontrá-la dentro da gente, pois não somos apenas um mero aparelho, nem clones, somos sim seres humanos, sentimos, pensamos, agimos e o melhor somos diferentes!

Vale a pena se sentir um pouco só, porque ai vamos poder encontrar nós mesmos em nós mesmos. Tarefa que hoje não está fácil!

Até mais,

bjo,

Carol

É fogo!

Eu estava passando ontem pela Marginal Pinheiros, onde eu passo quase todo dia, mas ontem não sei o porquê a sede do prédio do Banco Santander me chamou a atenção. Um edifício lindo, novo, tem altas tecnologias, é um lugar moderno. Acho que o prédio deve ter todas as adaptações necessárias para um portador de necessidades especiais, pois hoje em dia é lei.

Estou falando isso porque em agosto de 2009, eu fui chamada pela, Plura Consultoria e Inclusão Social, para fazer uma entrevista para o Banco Santander.

A entrevista foi ótima, fiz uma prova de Matemática, outra de Português e um teste psicológico. A pessoa que me entrevistou disse que eu realmente tinha o perfil para trabalhar em Recursos Humanos, e que era para eu mandar apenas o laudo médico, ela ia conversar com o Santander para eu ir para a segunda entrevista já no Banco.

Ah, ela perguntou das adaptações que eu precisava, eu falei que precisaria o de Notebook já com aquele mouse que vem nele, pois ai eu mexo como a mão, ou um desktop, porém o mouse teria que ficar no chão, uma vez que uso com o pé. Falei também que para eu ter autonomia de ir e vim, precisaria de um elevador ou rampas, não subo nem desço escada sozinha. Essas são adaptações básicas, que não requer nada, somente boa vontade, eu acho!

A entrevistadora disse que a área de Recursos Humanos fica na sede, ou seja, no prédio que eu falei no inicio do texto.

Saí da entrevista acreditando!

Duas semanas depois recebo o seguinte e-mail; “Conversei com o RH do Santander e infelizmente hoje, não temos as adaptações necessárias para sua deficiência. Estamos com o seu cadastro na Plura e assim que tivermos uma oportunidade alinhada ao seu perfil, entraremos em contato com você”.

Sem comentários!

Até mais,

bjo,

Carol

Inclusão não é dizer sim!

Quando eu tinha que mudar de escola, era sempre um desgaste emocional. Tinha que sempre pedir várias indicações, ligar para marcar uma entrevista, ir até o colégio e explicar todo o meu caso. Quem fazia a parte de ir à entrevista era o meu super pai, pois minha mãe não conseguia ouvir o NÃO: “a gente não aceita a sua filha”, “não temos condições de aceitar a sua filha” ou “só aceitamos crianças normais”, mas meus pais nunca desistiam, acabavam que encontravam excelentes escolas.
Para que eu pudesse ter um desenvolvimento acadêmico comum, eu tinha que ter uma pessoa ao meu lado, para escrever para mim. Então essa pessoa copiava a matéria, fazia os deveres (lições) e as provas comigo, eu ditava e ela escrevia. Eu tive três pessoas ao meu lado em diferentes etapas da minha vida, as adoro. Outro dia eu escrevo mais sobre elas.
Voltando ao assunto, as escolas que me aceitavam, me viam como qualquer outro aluno. Os professores me cobravam, chamavam a minha atenção, elogiavam, tiravam as minha duvidas, enfim eu levava uma vida comum de aluno, ou seja, chata!
Hoje não sei como que está nas escolas para aceitar um portador de necessidades especiais. No entanto acredito que o desgaste emocional esteja menor, elas podem estar aceitando mais facilmente. É que agora com a moda da inclusão, tudo parece mais fácil, só parece! Mas e lá dentro do colégio, será que de fato os portadores de necessidades especiais estão incluídos? Por que não basta apenas dizer sim, e não oferecer as ferramentas adequadas para que ela possa usar o seu potencial e se desenvolver academicamente.
 Ainda bem que algumas escolas falam não para os meus pais. Porque pior do que ouvir um não é ser enganado! Sair de casa cedo, correndo para não atrasar, pagar mensalidade e no final saber que seu filho está lá como enfeite!
Repito eu não sei como está a inclusão nas escolas, vou procurar saber. Mas inclusão não é dizer sim. Inclusão é o que eu tive nas escolas onde estudei.

Até mais,
bjo, 
Carol

Final de novela!

A novela, Viver a Vida, acabou! Eu me emocionei com parto dos filhos da Luciana. É claro que eu sei o porquê; eu me vi na mesma situação, lógico que vai ser daqui alguns anos, pois precisamos ganhar dinheiro, já que meu pai não é rico igual ao dela.
Achei que o Manoel Carlos poderia ter explorado mais a gestação da Luciana, pois não é uma gravidez comum, tem que tomar alguns cuidados especiais e também podia ter enfatizado as primeiras relações mãe e bebês, que é algo de extrema importância.
 Apesar disso acredito que a novela ajudou a começar a quebrar alguns tabus, como a sexualidade e a gravidez de pessoas portadoras de necessidades especiais.
Algumas pessoas como meu namorado, minha irmã (Luisa) e meu cunhado (Thiago) estão me chamando de Luciana. Eu agradeço e falo que realmente temos varias coisas em comum, a agarra, o prazer de viver, a força de vontade para ir em busca dos sonhos, alguns movimentos, tentativa de levar o dia-a-dia o mais comum possível e o mais importante que é  ter pessoas especiais e maravilhosas ao nosso lado. Mas ela tem a beleza e o dinheiro que eu não tenho!

Até mais,
bjo, 
Carol

Abrindo novos caminhos

Ontem foi a primeira reportagem da Flavia Cintra no fantástico. Eu achei muito legal, pois que eu me lembre é a primeira pessoa portadora de necessidades especiais a trabalhar como repórter.
Isto vai abrir novos caminhos para todos os portadores de necessidades especiais, porque as pessoas vão olhar mais para o que o ser humano tem para lhe oferecer, do que para sua deficiência. É isso que eu quero, ser vista como uma jovem profissional, que está se preparando para se tornar uma boa profissional e capaz.
Assim como acredito que a Globo não contatou a Flavia Cintra por causa da cota, mas sim porque viu que ela é uma profissional capaz para assumir o cargo.
 Não sei se foi à primeira reportagem da Flavia Cintra, mas enfim achei que ela mandou muito bem, parabéns.

Até mais,
bjo, 
Carol

“Você não pode fazer isso”

Sabe o que eu realmente não gosto nesta minha vida?
 É quando alguém chega para mim e fala; “você não pode fazer isso”. Essa frase me tira do serio. A maioria das pessoas que dizem isso, não me conhece muito bem, e querem por limites em mim. Quem sabe dos nossos limites é a gente.       
Apesar deu não gostar dessa frase, ela me produz uma força, que não sei da onde vem (acho que vem um pouco da minha teimosia), que eu vou fazer de tudo para conseguir realizar.
Para mim a frase; “você não pode fazer isso” é desafio!
Claro que não são todos os desafios que eu consigo. Mas os desafios que de fato eu quero e acho possível, eu vou até o fim.
Olha já superei diversos limites que me colocaram! E tem outros desafios que eu estou ai lutando para consegui.

Até mais,
bjo, 
Carol

Primeiro eu

Outro dia a Luisa (minha irmã) me perguntou se eu já tinha sido discriminada nesta faculdade (pós-graduação)? Eu falei que não.
Nunca tive problemas em relação aos meus colegas de turmas. Estudei em vários lugares e sempre fui querida, tive amigos em todas as escolas, no cursinho, nas faculdades e atualmente na pós-graduação.
Acho que nunca tive problemas, por causa da minha criação. Meus pais me deram a mesma educação dos meus outros irmãos e as cobranças também são parecidas. Isso foi me mostrando que eu não sou uma coitadinha, que tenho que tratar naturalmente o meu problema, e é assim que eu tento fazer.
Quando chego a algum lugar novo, as pessoas vêm logo para me ajudar, então eu falo; “é puxar essa mão que eu levanto” ou “escreve para mim, por favor, ”e assim por diante. Percebo que no inicio o pessoal tem um pouco receio de aconteça algo comigo, como cair. Mas ai eu vou mostrando que não sou de vidro, e sim de carne e osso e com vivencia tudo vai se tornando comum. Eu tenho amigas que falam para mim, por exemplo, “Carol, eu esqueço que estou segurando a sua mão”.
A discriminação muitas das vezes parte da própria pessoa. Antes que a gente lute para que o ouro nos aceite, temos que primeiramente nos aceitar!

Até mais,
bjo, 
Carol

Troca na maternidade

Hoje na minha supervisão conversamos sobre o caso da enfermeira que trocou os bebês na maternidade, e que depois de um ano os pais descobriam o erro. Então após o exame de DNA, o juiz destrocou os bebês. Na primeira noite  uma das crianças não conseguiu dormir, a mãe que ficou durante um ano com este bebê teve que ir ficar com ele.
Acho que o juiz que cuidou desse caso, não tem noção nenhuma de como um bebê se forma,  a importância e a ligação da mãe com o filho. Uma criança de um já sabe que aquela é sua mãe e que aquele é o seu pai. Agora estas crianças e também estes pais não sabem mais quem é quem.
 Eu não sei como que tem que proceder neste caso, mas acredito que não pode ser assim tão radical, um dia minha mãe é esta e amanha é aquela.
Lidar com o ser humano é muito mais do que abstrato, tem sentimento, vivencia e com estas ocorrem as mudanças. 
Ah, uma coisa é certa as maternidades têm com obrigação, toma precauções para que erros assim NÃO aconteçam mais.
Errar é humano, mas não podemos errar com ser humano, pois pode deixar sérias marcas.
Até mais,
bjo, 
Carol

O normal

Muitas pessoas falam, “ah, não sei quem, não é normal”. Será que alguém é normal? O que seria normal? Existe o normal? A gente se acha capaz de dizer isso é normal, aquele é normal, o outro é anormal e assim por diante.
Sociedade em que vivemos é maluca. Estamos sempre em uma busca desvairada pelo dinheiro para consumir, acreditando que assim podemos encontrar a felicidade, isso é normal? Não isto não é normal, isto comum!
A gente se acostumou a viver nessa sociedade, e apenas por isso achamos que é normal. Criamos então um padrão de normalidade, senso comum, e quando algo sai do padrão, dizemos que isso é anormal. Eu por exemplo, só porque dependo de alguém para me ajudar em certas atividades e tenho alguns movimentos desordenados, a sociedade diz que não sou normal.
Que sociedade poderosa, ela sabe tudo, tem receita para tudo, inclusive para a felicidade!
 Para a Psicanálise não existe termo normal, ela usa, por exemplo, saúde e doença.
Será que eu sou normal? Será que você é normal? Será que a sociedade é normal? Ou será que o normal é apenas comum?
Eu acredito que o normal é apenas comum.
Até mais,
bjo, 
Carol

Perguntas que eu já escutei



   O que ela tem?

Por que ela é assim?

Ela fala?

Ela entendi?

Ela estuda?

Ela ouvi?

Ela come?

Por que ela ficou assim?

Foi acidente?

A doença dela pega?

Até mais,
bjo, 
Carol

O brincar

    Penso que os médicos e as famílias não podem só pensar na perfeição do sujeito, mas sim no estabelecimento da interação com ele. O que quero dizer com isso é que é necessário se perceber o momento de parar com as atividades e fazer outras coisas, como brincar, por exemplo, porque apesar da patologia estamos em contato com uma criança. O brincar, além de também exercitar algum aspecto importante, diverte a criança, faz parte de seu universo.
Até mais,
bjo,
Carol 

Mãe





Como vou viajar, deixo hoje a minha mensagem do dia das mães, para todas as mães, principalmente para a minha mãe.
Minha mãe é um exemplo de mãe, a sua felicidade, os seus valores, a sua espontaneidade, a sua atenção e o seu amor são fundamentais nas nossas vidas. Minha mãe parece uma goleira, ela tenta ajudar a todos, vai tentando agarrar todas as bolas para não deixar nenhuma para fora. Ela é excelente, consegue pegar quase todas as bolas!
 Mãe obrigada por você estar sempre ao meu lado. Te admiro!
mãe
Mãe fica com seu filho nove meses na barriga.
Ela não sabe se é loiro ou moreno, gordo ou magro, bonito ou feio,
mas já o ama.
Na hora do parto, a mãe sente aquela dor, chora e ri, é muita emoção!
Mãe sofre, se algo de errado acontece a seu filho.
Mãe se diverte quando ele está bem.
Mãe cuida.
Mãe se preocupa.
Mãe ama. Mãe dá a vida. Mãe é amiga, leal e carinhosa.
É jóia preciosa.
Mãe é tudo na vida do filho.
Parabéns a todas as mães. Vocês são pessoas especiais, pois vocês têm o dom divino, dar luz, dar vida!
Eu acho isso a coisa mais maravilhosa que tem no mundo! Por isso meu maior sonho é ser mãe. E eu quero ser uma mãe igual a minha!
Até mais,
bjo,
Carol
" As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem". Chico Buarque
 
Carolina - Um sonho a mais não faz mal
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