Ela e eu: quando a diferença se torna comum!!!!!!!!

Eu falava muito da minha sobrinha, Laís, aqui no blog, tem até uma categoria aqui nossa. Parei de contar nossas historias, porque ela foi morar fora com os pais, mas agora, graças a deus, ela voltou, não só ela, como a irmã, Julia!!!!

 Ganhei outro personagem para encantar o blog, trazer mais exemplos da vida cotidiana, mostrar como é fácil lidar com as diferenças, como diferenças se tornam um nada, quando, de fato, a enxergamos e aceitamos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
A Julia, saiu do Brasil, com messes, acho que uns 3 messes, e ai veio com quase 1 ano, focou pouquíssimo tempo, estranhava muito a gente, chorava com todo mundo, praticamente, um bicho do mato. Então até os 2 dois anos, meu contato com ela foi zero... A gente foi se conhecer mesmo, agora, há 2 messes atrás, foi interessante, vale uma reflexão.
 Ela passou dias, me observando, me olhava, me olhava, via o povo me ajudando e ficava com aquele ponto de interrogação gigante na testa. Eu chamava, ela nem ouvia, pessoal falava para ela me dá algo que estava comendo, ou dizia um NÃO de cara, ou vinha colocar na minha mão, falava, não, na boca, ai ela saia correndo. Ela ficava me olhando, brincando com a Laís, só observando e eu observando também. Respeitando o tempo dela, foram dias assim.
 Ai, um belo dia, eu sentada em uma cadeira com rodinhas, ela veio, do nada, me enrolou com um cachecol e começou a me puxar pela casa, rindo, brincando. No mesmo dia, saímos, eu na cadeira de rodas, Laís, no meu colo, seu lugar cativo, Julia até então, rejeitava meu colo sempre. Nesse dia, pediu o meu colo, o colo deu para as duas, claro!!!!! Eu feliz, a barreira quebrou no tempo certo: “Tempo, tempo, tempo, tempo. Vou te fazer um pedido. Tempo, tempo, tempo, tempo. Compositor de destinos. Tambor de todos os ritmos. Tempo, tempo, tempo, tempo. Entro num acordo contigo. Tempo, tempo, tempo, tempo. Por seres tão inventivo..”
 Agora, a menina me escala, para sentar no meu colo, pega meus braços para abraça-la, pois adora ficar agarrada, se tiver comendo algo, vem e põe na minha boca. Ela faz tudo com uma naturalidade, tudo parte dela. O diferente para ela, agora é comum, faz parte do mundo dela.
O diferente no início, pode sim assustar, no entanto com o tempo, ele também pode se tornar comum, normal, pequeno, natural.

Até mais,
bjo,    
      

Carol

1 comentários:

Shirley Ordonio

O que dizer? ?? Sou sua fã!
Bjs

" As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem". Chico Buarque
 
Carolina - Um sonho a mais não faz mal
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