Olhar para o “diferente”, sem diferença, como assim?


        A gente sabe que, ainda, estamos longe de agir com naturalidade perante as inúmeras deficiências. Explico melhor, estou, neste momento, indo além da inclusão, talvez seja uma utopia, mas vamos lá. Vi, agora, no site, Vida Mais Livre, que a mãe de uma criança com Síndrome de Down, questionou sobre a falta de diversidade nas propagandas que anunciam roupas e outros produtos para crianças na TV, revistas e outdoors. Então a loja, Marks & Spencer , de departamento britânica contratou o filho dessa mãe, como o novo garoto-propaganda da loja, Sebastian, de quatro anos.

Segundo a mãe, essa homogenização das campanhas publicitárias pode contribuir para aumentar o sentimento de isolamento de famílias que descobrem ter um filho com Síndrome de Down. "Nós não sabíamos que Seb tinha Síndrome de Down quando ele nasceu e foi uma época muito assustadora, porque não estávamos preparados", disse a mãe. "Lembro-me de ver todos aqueles anúncios na TV com famílias e crianças e não havia ninguém diferente, todo mundo era perfeito. Tudo isso só aumentou meu sentimento de isolamento e medo."
 Muito interessante à mãe ir “reclamar”, questionar sobre este mundo de fantasia que as campanhas publicitárias criam, onde só têm gente linda, “perfeita” e feliz. Eu, ali em cima, falei que estava sendo utópica, mas que na verdade são as campanhas publicitárias que são, completamente, fora da realidade!
Voltando para o meu raciocínio lá no inicio do texto, agir com naturalidade perante as inúmeras deficiências, estou com pensamento semelhante ao dessa mãe, começar a olhar para o “diferente”, sem diferença.
 Veja, não estou dizendo para não olhar para as necessidades, tem que olhar para elas sim, afinal isso é o principio da inclusão. Mas quero ir além, olhar para o “diferente”, sem diferença, é, simplesmente, colocar crianças com Síndrome de Down, com paralisia cerebral, pessoas cadeirantes, enfim pessoas com deficiência nas campanhas publicitárias, nas novelas, no mundo!
 Lembrei, agora, ontem descobrir, um pouco tarde, que uma leitora, muito querida, do blog, está grávida novamente, ela já tem um filho com paralisia cerebral, lindo, fofo, sorridente,. Ela tirou umas fotos lindas, que algumas gestantes tiram, tem uma maravilhosa, que ela está segurando o filho e aquela barriga, a foto é pura emoção, capaz de falar tanta coisa e o melhor, ela é real!

Até mais,
bjo,    
Carol 

2 comentários:

Maria Dulce de Lima

Como sempre mais um texto excelente.Acredito q se todas as famílias de especiais continuarem unidas e lutando por seus ideais teremos um mundo melhor p nossos filhos ou,pelo menos para os que vierem depois,pois a diferença não deixará de existir....

" As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem". Chico Buarque
 
Carolina - Um sonho a mais não faz mal
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