Retrocesso, não vai ter mais a inclusão?



     Estou lendo uma matéria no site, Deficiente Ciente, que fala que o
Plano Nacional de Educação (PNE) ganhou  novas metas propostas pelo Ministério da Educação no Congresso Nacional.Se o texto for aprovado como está, as classes exclusivas para estudantes deficientes voltarão a receber estímulo”. O objetivo é garantir o atendimento educacional especializado em classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou comunitários, olhando para as necessidades específicas de cada aluno.

Eu vou usa o meu caso para pensa nessa nova ideia, ou seja, não estou generalizando, vou apenas refletir  sobre o mesmo, já que cada caso é um caso. Eu tenho paralisia cerebral, ela afetou, apenas, a parte física, coordenação motora. Sendo assim, com uma leve adaptação, que foi uma pessoa que ficava comigo na escola, fazendo toda a parte escrita que é impossível eu fazer.
Vamos analisar as novas metas propostas pelo Ministério da Educação no Congresso Nacional pegando o meu exemplo, primeiro; é ridículo. A gente percebe, claramente, que eles querem ir pelo modo mais fácil e rápido. Aqui não vai ter mais, a tão sonhada, inclusão, mas sim a exclusão, é nítido, vão separar os alunos “normais” dos alunos “anormais”.
 Qual é a dificuldade de olhar para o aluno com deficiência, compreender a necessidade dele e procurar soluções? como foi comigo, não consigo escrever, então colocaram alguém na sala de aula para suprir essa minha necessidade.

Até mais,
bjo,    
Carol 

3 comentários:

dotamanhodeumbotao

Realmente, Carol, cada vez há menos espaço para a inclusão. Ou é porque a escola "não tem estrutura física", ou é porque não aceita mais um adulto na sala de aula, ou porque tem muitos alunos na classe e não quer colocar sequer um auxiliar para ajudar o professor...

Os alunos com qualquer questão de indisciplina são diagnosticados com TDAH, enchidos de remédios e amansados para ficarem na classe. Aqueles que têm dificuldade de aprendizagem são encaminhados para "escolas inclusivas".

Quando a escola se propõe a receber um aluno com NEE, diz que dará todo o atendimento, que auxiliará o professor a pensar em práticas pedagógicas para incluir aquele sujeito. Mas no fim, o professor se vê sozinho na empreitada, não tem respaldo e é cobrado pelo resultado.

O professor, desesperado, tendo que dar conta sozinho do desafio e muitas vezes com poucos recursos, ou se desdobra e faz um trabalho "seguindo sua intuição”, ou desiste e deixa o aluno "a Deus dará".

O aluno, coitado, no meio daquela confusão, precisa (além de dar conta da sua própria necessidade) encarar a rejeição, batalhar o triplo por uma adaptação ou, ficar para escanteio.

O assunto está aí, o discurso é bonito, mas, como um espelho de cristal, a maioria tem medo de pôr a mão e de se olhar através dele.



Agora, pensando nas possibilidades de inclusão e naquelas pessoas e naqueles lugares que realmente querem incluir, por muito tempo levantei uma questão e a levava para a classe, quando eu dava aula no curso de Pedagogia:

O trabalho que o colégio fez com você foi muito bonito e pra frente em relação a muitas outras escolas, mas você não acha que, uma vez que a criança não pode se valer do recurso do registro escrito, por exemplo, não deveriam ter sido pensadas outras maneiras de você realizar as atividades ou as cópias?

Questionei bastante o trabalho que eu e a escola fizemos. Suas provas não deveriam ter sido orais, ou fazendo uso de um computador? Seu registro da lousa não deveria ter sido uma cópia das anotações do professor, ou uma foto da lousa, uma xerox de um caderno, as atividade não deveriam ter sido adaptadas para uma forma que você conseguisse responder sozinha...?

É, realmente a inclusão é um assunto que precisa ser muito discutido e ela realmente precisa ser posta em prática! E, o que eu puder fazer para contribuir com isso, certamente farei!!!

Parabéns pelo trabalho!

Beijo grande,
Mari

*MARCIA E CARLOS* E LINDAS MENSAGENS

EI SAUDADES ESTIVE AUSENTE POR UM BOM TEMPO MAS ESTOU RETORNANDO AOS POUCOS. E VIM VISITAR SEU CANTINHO E SABER COMO VC ESTAR E MATAR A SAUDADES!! E TBEM LHE DESEJAR UMA OTIMA NOITE CARREGADINHAS DE ENERGIAS POSITIVAS!!
BJOS DE LUZ
MARCIA

Sulamita Mattoso Meninel

Oi Carol..
Tenho acompanhado um pouco o processo de inclusão e as discussões que aparecem.
Acho que o "barulho" é muuuuito politico não respeitando as necessidades de cada um..agora essa história de excliusão e inclusão!!!!
Não acho que meu filho Gabriel hoje com 27 anos seja uma pessoa excluída de seu meio por frequentar uma escola de Educação Especial. Ainda bem que existe essa escola que olha para meu filho como um ser individual que precisa de uma educação diferenciada dos da maioria para poder desenvolver seu potencial.
A politica é feita por pessoas que não entendem nada de deficiência e suas necessidades . Não sou contra a educação especial que hj está sendo marginalizada como sendo exclusiva e isso não é verdade. Claro que existem escolas e escolas...depende da FAMILIA a escolha, se eu escolher uma escola que segrega, estarei sim excluíndo meu filho de uma vida digna junto a sociedade,mas depende de nós familia e deficientes a escolha, porque escolas ruins que segregam existem pq tem demanda para isso.
A educação especial ela não exclui ao contrario tenta incluir através da arte e da cultura aqueles que não possuem o cognitivo para a alfabetização, mas que tem sim um grande potencial a ser desenvolvido
A voz para toda essa 'inclusão ' deve ser a nossa e não a de pessoas que não estão capacitadas para isso. Acredito que deve ter um meio termo para essa discusão..existem casos de deficências em que eu acredito e aposto mais na educação especial do que na inclusão !!!!! Existem casos de Pcs graves como meu filho Gabriel que não tem nenhum repertório cognitivo para alfabetização estarem sendo incluídos em salas de ensino regular de 3° e 4° séries apenas para se socializar !!!! Como socializar um Homem de 27 anos numa sala de 3° e 4° série???? Ele não está nem mais em idade escolar !!!! Assim como existem casos de deficientes que são beneficiados pela inclusão seu desenvolvimento será maior.
Poís é várias escolas multidisciplinar tiveram que fechar suas portas por falta de parcerias que o governo , prefeituras mantinham com algumas instituições e pessoas como meu filho estão em casa sem opção de desenvolvimento, socialização.
Eu acredito que possa haver um espaço de interação entre todos , por exemplo numa aula de artes, de história etc...
Temos que aprender a respeitar os limites de cada um, NÃO SOMOS TODOS IGUAIS, graças a Deus.
Aprendendo isso ,que cada um tem uma capacidade diferente, mas que essas diferenças são ricas para o nosso crescimento , aprendizado e que nos complementa ficamos mais próximos do outro.
Temos que parar de olhar para a "deficiência" como uma incapacidade.Uma pessoa pode não ter o cognitivo para uma alfabetização, mas pode ser um ótimo marcineiro, cozinheiro, pintor, etc... é a capacidade dele e se for desenvolvida corretamente essa pessoa será realizada, pois poderá de fato ser um sujeito.
Falta apoio e bom senso por parte das politicas publicas.
Falar em educação é abranger muito mais coisas do que se fala por aí a respeito da inclusão.
Espero que cheguem a um bom senso, poís tanto a inclusão como a educação especial são necessárias dependendo da deficiência e suas necessidades. Bjs

" As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem". Chico Buarque
 
Carolina - Um sonho a mais não faz mal
Design por João Elias - Topo ↑