“Filhos com deficiência não são dor ou sofrimento e sim vivência intensa”



       Acabei de lê uma matéria no Portal A Tarde, que indicaram no facebook. Confesso que ainda estou lendo, porque não se estou compreendendo bem o texto. 
      Veja, a matéria fala sobre alguns autores que utilizam a escrita como forma de lidar com a dor. Quem escreveu este texto, cita como exemplo algumas obras, como, A Queda: as Memórias de um Pai em 424 Passos do Diogo Mainardi, A Mulher Trêmula da Siri Hustvedt e a obra O Filho Eterno do Cristóvão Tezza. Eu não se essa pessoa tem noção do que estava escrevendo ou eu que não estou interpretando direito. Eu acho que a autora quis fala que a escrita é um modo de aprender a lidar com a dor, no caso do Diogo Mainardi, a dor de ter um filho deficiente. Não gosto dessa ideia! 
     A autora diz que esses livros também ajudam quem está lendo, segundo Djalma Thürler, “Não tem a ver com autoajuda, mas com visitação a outros mundos, a outras subjetividades. São experiências alheias que te ajudam a compreender as suas próprias, a literatura tende a isto". 
     Concordo, essas obras não são autoajuda e é interessante perceber que aquilo não acontece co a gente, que somos a vitima do mundo. É legal a troca de experiência! 
     O que eu não gostei dessa matéria foi da palavra dor e do modo em que eu compreendi o texto. A palavra dor no contexto, parece que a deficiência é uma eterna dor, que nunca que se cicatriza. E não é bem assim, há sim uma imensa dor, mas com o tempo a dor abre espaço para aceitação, começa olhar para a deficiência de outro modo, não como dor. Claro que em certos momentos, vem uma dorzinhaaaa, mas é diferente da dor do texto, é aquela velha dor da discriminação, que acontece quando uma escola não aceita ou quando uma pessoa com deficiência não consegue um trabalho. 
     Enfim, como diz o Jorge Marcio, que foi a pessoa que indicou a matéria no facebook, “filhos com deficiência não são dor ou sofrimento e sim vivência intensa”. 




Até mais, 

bjo, 

Carol 




2 comentários:

Kristhine

É...Carol..Acredito que quem escreveu esse texto não tem a menor noção do que é conviver com uma deficiência, e muito menos o que é escrever sobre ela.
Mas, enfim, cada um com a sua opinião, eu profiro concordar com você, gosto de escrever sobre minha experiência, até para uma troca, nunca pensei em escrever para diminuir minha dor, acho que o desabafo ameniza, mas quando escrevo em meu blog, não penso em desabafar e sim em dividir. É diferente!
Beijos

Carolina Câmara

Kris,
concordo com você, essa pessoa não tem a menor noção do que é conviver com uma deficiência, e muito menos o que é escrever sobre ela,ou melhor ela não sabe o que é deficiência!
Escrever, vai muito mais alem do ela falou, escrever é dividir, é apresentar ao mundo uma realidade que poucos conhecem, é tentar diminuir a discriminação, o preconceito, a ignorância!!!
bjsss

" As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem". Chico Buarque
 
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