Mostrar as caras

Estava conversando com a minha fono, Lucia, sobre um novo projeto de trabalho que eu quero desenvolver. Eu estou pensando em trabalhar com crianças, adolescentes e adultos portadores de necessidades especiais e com os seus pais, mas quero trabalhar principalmente com portadores de Paralisia Cerebral.

Eu vejo muitas pessoas, que têm alguma deficiência, tendo uma vida “comum”, estudando, trabalhando, amando, construindo uma família e etc. No entanto não vejo isso acontecer com pessoas portadoras de Paralisia Cerebral. Aqui mesmo na internet tem pouquíssimos blogs,e , no mercado de trabalho acho que deve ser algo muito escasso. Eu estudei em algumas escolas e em duas faculdades, só vi um portador de Paralisia Cerebral em uma das faculdades, e mesmo assim eu e uma amiga ficávamos observando, ele estava sempre sozinho.

Onde estão essas pessoas? Como elas são criadas? Tem muito mito no termo Paralisia Cerebral?

Eu conheço somente duas pessoas, eu e meu namorado, que somos portadores de Paralisia Cerebral, porém temos uma vida “comum”.

Eu vou fazer um trabalho parecido com o trabalho que fizeram comigo. Quero que as pessoas portadoras de Paralisia Cerebral apareçam mais nas ruas, mas não como vítimas, e sim como pessoas “comuns”!

Vou me empenhar para tentar tirar o mito que existe na palavra e na patologia Paralisia Cerebral.

Até mais,

bjo,

Carol

6 comentários:

Ká ou Kaká.

Carol, belíssima iniciativa. Acho que o caminho é esse mesmo: nós, deficientes, com paralisia cerebral ou não, devemos buscar ter uma vida normal e sem pudor de estar na sociedade. Conta comigo se eu puder te ajudar, mesmo estando longe.

Bjos.

FER

É VERDADE INFELIZMENTE ATÉ NA FACUL ONDE ESTUDO VEJO DEFICIENTES LÁ ,MAIS PC NÃO,OLHA CAROL ATÉ FIZ UMA POSTAGEM SOBRE O MERCADO DE TRABALHO,ELES QUEREM O DEFICIENTE QUE NÃO É DEFICIENTE..RSRS...PORQUE DEFIS TRABALHANDO EU VEJO, MAS CADEIRANTE MUITO DIFÍCIL,AGORA NO MEU GRUPO DE DANÇA ADAPTADA TEM MEU AMORZINHO ELAINE É TAMBÉM TEM PARALISIA CEREBRAL,SE VC QUISER FALAR DE SÍNDROME DE DOMW TAMBÉM VOU AMAR NO MEU GRUPO DE DANÇA TEM UNS CINCO,NÃO COMO SERIA MINHA VIDA SEM ESSAS PESSOAS...ÓTIMA INICIATIVA.

Carolina Câmara

Oi Fer, eu já li o seu post sobre mercado de trabalho, gostei muito. Vou falar também sobre sindrome de Down.
bjss

Carolina Câmara

Oi Karla, obrigada pelo apoio..
Eu quero ajuda sim, troca de ideias e se vc souber de alguém que seja portadora de necessidades especiais e ou a familia que esteja precisando de um trabalho ou de uma orientação, me indica. Caso não seja de São Paulo, eu oriento pelo skype ou de um outro jeito. O importante é não deixar essas pessoas em casa, vendo o tempo passar!
bjs

Anônimo

Sou Bruno,tenho 26 anos de idade,sou portador de paralisia cerebral,me formei em Sistema de Informação em dezembro de 2008 e desde então não consigo emprego,por causa da minha dificuldade de locomoção.Estou tentando alguma coisa para fazer em casa mas até agora nada.

O fato é que nenhuma empresa está preparada para nós receber.Mas vou continuar estudando,pois o importante é não desistir nunca

Bruno de Santo André/SP
E-Mail:sbks@globo.com

Abraços

Carolina Câmara

Oi Bruno, primeiramente obrigada pela participação, seja bem-vindo.
Parabens pela sua luta, continue assim, temos que ir sempre quebrando as barreiras, afinal estamos apenas começando uma longa caminhada.
Tenha calma e não desista!
Abraços

" As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem". Chico Buarque
 
Carolina - Um sonho a mais não faz mal
Design por João Elias - Topo ↑