Semana
passada, eu ia indicar a leitura da reportagem da revista Veja, sobre o direito
de morrer. Saiu essa matéria, porque o Conselho Federal de Medicina mudou a
conduta do médico ao reconhecer a legitimidade do testamento vital, isso é um
documento que a pessoa registra o tratamento que quer ter quando a morte se
aproxima.
Enrolei para falar, mas acho que hoje
sai o texto sobre o livro A Queda - As Memórias de um Pai em 424 Passos, Diogo
Mainardi. Antes de começar a leitura, eu já estava chorando, não sou doida, nem
sentimental demais, eu, simplesmente, virei o livro e li, “Até aquele momento, eu sempre pensara que, se meu filho permanecesse em
estado vegetativo, eu esperaria que ele morresse. Depois do primeiro contato
com Tito no corredor do claustro do hospital de Veneza, tudo se transformou. Eu
só queria que ele sobrevivesse, porque eu o amaria e o acudiria de qualquer
maneira. Entre a vida e a morte, aferrei-me à vida.” Achei fantástico isso
que o Diogo disse, mostra que ele e todos os pais em geral, tem medo, receio de
entrar em um novo mundo, um mundo até então desconhecido, meio nebuloso, cheio
de mitos, preconceitos. Mas o amor incondicional de um pai, faz com que ele
entre nesse novo mundo de cabeça, o amor pelo filho é maior que tudo.
Sempre antes de escrever aqui no blog, eu
dou uma lida nos jornais, em certos sites, nos grupos do facebook que
participo, em vários outros blogs, é dessas leituras que tiro algumas ideias
para discuti aqui. Claro, tenho ideias que surgem na rua, por algumas
situações, vendo televisão e até dormindo.
Eu,
realmente, nunca tinha pensado em como uma gestante ou a do futuro pai,
deficiente visual, participa do momento da ultrassom, pois é algo, bem, visual.
São os primeiros contatos dos pais com o bebê, é uma hora de muita emoção, é
inexplicável.
Eu
falo sobre a aceitação da deficiência, a procura da “cura milagrosa”, essas
duas questões estão ligadas. Porque quando estamos procurando a “cura
milagrosa”, de certa forma, não estamos olhando para a deficiência, para o
sujeito.
Deixo aqui, meus parabéns a equipe Paraolímpica
do Brasil. Foi lindo, emocionante!
Até mais,
bjo,
Carol
Hoje
começa uma exposição bem bacana, em São Paulo. Vale conferir!
Exposição fotográfica - Vidas em Cenas.
Uma linha do tempo
que mostra a rotina das pessoas com deficiência.
Afinal, qual a
diferença?
Metrô Sé de 10 a 30
de setembro
Até mais,
bjo,
Carol
Eu
falei já do lançamento do livro do Diogo
Mainardi, A Queda - As Memórias de um Pai em 424 Passos. No dia
em que falei, eu não tinha lido, comprei no mesmo dia, adoro um bom
livro, posso garantir é uma excelente leitura!
" As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem". Chico Buarque