Semana
passada, fiz dois posts falando da “cura”, da busca, insaciável, por
tratamentos milagrosos, enfim a dificuldade da aceitação da deficiência, o
entendimento que ela é uma condição. Hoje vou trazer uma situação que aconteceu
com a Daniela, ela tem 21 anos, quase 22, e é portadora de paralisia cerebral.
Não sei se já falei do assunto de hoje
aqui, caso já tenha me desculpem!
Desde
que me lembre, eu comecei a fazer tratamento, em uma clinica pequena, no Rio, a
gente conhecia todo mundo, os profissionais tinham carinho, davam atenção a
todos os pacientes e claro não esqueciam dos pais, da família. Aqui eu era
única, não só eu, cada paciente era um!
Ontem falei sobre uma “cura” que o
pessoal vai atrás, quando se tem uma deficiência, aqui estou falando mais
especificamente sobre a paralisia cerebral. E ai, no facebook, a Sulamita, mãe de uma
pessoa com paralisia cerebral, perguntou: cura do que? Eu
também não sei que cura é essa! Como a Sulamita falou, deficiência
não é doença, mas uma condição.
Estava
lendo uma conversa, no facebook, sobre o tratamento com Células-tronco
que é realizado na China. Eu não sei nada sobre esse tratamento, claro que sei
das pesquisas com Células-tronco, já li a respeito, estudei, conheço, até
porque sou curiosa e tenho interesse sobre o assunto! O interesse sobre o
assunto, é porque acho que é ai que está a “cura” para a paralisia cerebral? Não sei se algum
dia vão encontrar a “cura” e não vivo buscando isso!
Li agora, no site Deficiente Ciente, que
o escritor Marcelo
Rubens Paiva foi esquecido na aeronave. Marcelo é cadeirante, estava indo do
Rio para São Paulo, pela TAM. Ele ficou sozinho dentro do avião, não ficou ninguém
da tripulação com Marcelo. Realmente, parece que o escritor
foi mesmo esquecido, para não dizer abandonado, que descaso!
Já queria ter comentado aqui, mas me
faltou tempo.
Eu só vi um pedacinho do programa da Fátima Bernardes
que abordou o tema inclusão, não gostei, mas pensei, não posso falar muito,
porque não deu para assistir todo. No entanto essa semana, li em um site/blog, de
uma amiga que colocou o texto de uma mãe falando sobre o assunto, ela teve a
mesma impressão que eu. Ufa, já estava achando que eu era muito chata ou sei lá
o que!
Como
eu disse ontem, fiquei no Rio De janeiro uma semana e alguns dias. Nesse período
eu fui a alguns restaurantes e reparei uma certa diferença na questão da
acessibilidade e do atendimento.
Estou de volta!!!
Tive
que me ausentar essas ultimas semanas, porque fui para o Rio De janeiro,
visitar o meu tio que estava na UTI, em estado grave. Ele ficou um mês na UTI,
nessa ultima semana, fiquei lá, acompanhando, quase, tudo, tentando entender a
doença e as possibilidades dele sair dessa. Conversei com ele, apesar da sedação,
sabia que estava me ouvindo, as vezes eu falava ele se mexia, era emocionante. Mas,
infelizmente, sábado, meu tio foi ficar com papai do céu, descansou, pois foi
um mês bem difícil para ele, lutou, teve garra, foi um herói brilhante, parabéns.
Tio, padrinho, você deixou belas recordações e
muita saudades, fique com Deus! Te amo.
Até mais,
bjo,
Carol
" As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem". Chico Buarque