Vou falar sobre um papo que rolou, há um
tempo atrás, no facebook. Uma pessoa (que eu particularmente, gosto muito) que
tem paralisia cerebral, abriu uma questão, no facebook, que eu acho muito pertinente.
Ela já é adulta, deve ter seus 20 anos, e estava falando sobre os tratamentos
que ela fez a vida inteira e que atualmente está de saco cheio.
Lendo o site,
Deficiente Ciente, achei um evento que me parece muito interessante.
É a Semana de Inclusão Educacional, que vai acontecer aqui em São Paulo.
Rio+20
está na boca do povo, esta semana. Eu não sei como está a organização para esse
evento, ouvi algumas falhas e diversos elogios, mas torço para que o Rio se
saia bem e mostre que, realmente, pode ser uma cidade maravilhosa. Parece demagogia,
e é de certa forma, sei todos problemas da cidade, acho que toda essa mobilização
para manter a segurança, poderia fazer parte do dia a dia do carioca. Afinal não
é possível viver de aparência e outra, por que cuidamos dos de fora e deixamos
os de casa, cidadão carioca, desprotegidos, vitimas?
Semana passada, fiquei de falar sobre um outro comentário
que fizeram no post, Retrocesso, não vai ter
mais a inclusão?, fiquei devendo, pois não estava com cabeça para fazer, então
trago ele hoje. O comentário foi da Sulamita, mãe do Gabriel, já falei deles aqui no blog, inclusive
do livro dela, Paralisia Cerebral - Encefalopatia Crônica Não Progressiva.
Estava lendo um comentário em algum site, não
lembro qual, que me chamou a atenção. O comentário falava das pessoas com deficiência
que usam a deficiência para viver, já falei disso aqui, mas é algo tão chato
que vou trazer novamente para o blog.
Como eu disse ontem, hoje vou terminar
de falar sobre o comentário da Mari. A Mariana foi à pessoa que me acompanhou
durante o Ensino Médio, colegial, em seu comentário, ela questionou sobre a atuação
dela e da escola com relação a mim,
segundo ela; “O trabalho que o colégio fez com você foi muito bonito e pra
frente em relação a muitas outras escolas, mas você não acha que, uma vez que a
criança não pode se valer do recurso do registro escrito, por exemplo, não
deveriam ter sido pensadas outras maneiras de você realizar as atividades ou as
cópias? Questionei bastante o trabalho que eu e a escola fizemos. Suas provas
não deveriam ter sido orais, ou fazendo uso de um computador? Seu registro da
lousa não deveria ter sido uma cópia das anotações do professor, ou uma foto da
lousa, uma xerox de um caderno, as atividade não deveriam ter sido adaptadas
para uma forma que você conseguisse responder sozinha...?”
Semana
passada, fiz um post falando do Plano Nacional
de Educação (PNE), que tem como objetivo
colocar classes exclusivas para estudantes deficientes, http://carolcam.blogspot.com.br/2012/06/retrocesso-nao-ter-mais-inclusao.html. Nesse
post recebi dois comentários bem interessantes, hoje quero falar sobre uma
parte de um, amanhã vou continuar falando da segunda parte desse mesmo
comentário e quarta vou falar sobre o outro comentário.
Estou
lendo uma matéria no site, Deficiente Ciente, que fala que o Plano Nacional de Educação (PNE) ganhou novas metas propostas pelo Ministério da
Educação no Congresso Nacional. “Se
o texto for aprovado como está, as classes exclusivas para estudantes
deficientes voltarão a receber estímulo”. O objetivo é garantir o atendimento
educacional especializado em classes, escolas ou serviços especializados,
públicos ou comunitários, olhando para as necessidades específicas de cada
aluno.
" As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem". Chico Buarque