Terça-feira, fiz um texto sobre a importância da pessoa com
deficiência conduzir o processo de inclusão,
está a frente nos cargos de liderança, aqui eu estou sendo bem específica,
estou falando de cargos que lidam com as questões das pessoas com deficiência, claro que sou a favor que cada um trabalhe
na área que desejar.
Mas vamos para o foco do texto,
eu escrevi no post anterior, sobre como faz todo sentido a pessoa com
deficiência ocupar cargos de liderança na Secretaria de Estado dos direitos da pessoa com deficiência. No entanto, não é isso que está acontecendo.
Há
algum tempo, eu recebi um comentário aqui no blog de uma leitora, hoje eu vou
pegar parte desse comentário para desenvolver o texto e usar a ideia de um
artigo que li ontem e adorei.
A leitora é mãe de uma criança que tem
paralisia cerebral, ela disse, em um determinado contexto que não vem ao caso,
“nunca imaginaria antes do meu filho que estaria preparada para receber uma
criança com necessidades especiais em casa, a necessidade, nos faz evoluir e
dar conta do que precisa ser feito!”. Esse comentário me faz pensar em algo que
é fato, a gente só olha para aquilo que faz parte do nosso cotidiano, da nossa
vida.
Outro dia, no facebook, uma mãe colocou
umas fotos que ela tirou quando levou a filha em parque adaptado. Quando falo parque,
não são aqueles parques tipo Hari, é sim um daqueles simples que a gente
costuma ir sábado e domingo de manhã com a criançada. Eu nunca tinha visto um parque
desse tipo adaptado, achei incrível.
Li agora um manual sobre síndrome de
Down, eu gostei muito, pois a linguagem é simples, é uma leitura gostosa, traz informações
que todos os pais buscam e precisam saber. O mais interessante nesse manual é
que ele não coloca os pais no fundo do poço por ter tido um filho com síndrome
de Down, mas também não dizem que é um mar de rosa, ele fala simplesmente a verdade.
Coisa que é difícil encontrar, a gente só acha informações que não ajuda, só
piora. Não precisamos nem entrar no mérito de com é difícil ter um filho com
alguma deficiência, basta olhar o exemplo de como encontramos, fácil, informações
de que engravidar, ter filho, é lindo, maravilhoso, mas esquecem de falar que não
é assim para todas as mães, têm uma serie de fatores que não deixam as mães no
mundo cor de rosa.
Indico
a leitura do manual, muito bom, verdadeiro!
Até mais,
bjo,
Carol
Tem um texto novo no site Meu
Filho É Deficiente, E AGORA?
O texto é: Inclusão X Cultura, para que haja inclusão
tem que mudar a cultura?
Até mais,
bjo,
Carol
Tem um texto novo no site: Meu
Filho É Deficiente, E AGORA?
O
texto é: A criança
conhecendo as diferenças
Até mais,
bjo,
Carol
Para mais um capitulo da serie Laís, Carol e a inclusão! Essa
menina é demais! Laís estava comigo, no meu quarto, conversando, a menina já gosta
de falar, não parar nem com a boca nem com braço, pique total. Nesse pique
total, ela foi a cozinha e trouxe uma laranja, virou para mim e disse:
Amanha
começa a feira Reatech em São Paulo, Feira
Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade. Ela começa
amanha, dia 12, e vai até domingo, dia 15 de abril.
Haverá exposições de produtos para pessoas com
deficiência, cursos, palestras, desfile de moda, divulgação de vagas de emprego
e ainda áreas para a realização de tests-drives com veículos adaptados e
equoterapia.
Para ir à Reatech demanda paciência, porque é um
evento que atrai muita gente, o público neste ano está estimado para 48 mil
visitantes. Mas vale a pena, pois permite a vivência de várias experiências,
além de ter a possibilidade de ter acesso a alguns produtos que podem facilitar
a vida de algumas pessoas e de ver pessoas com variados tipos de deficiência
reunidos em um único lugar.
11ª
Reatech
Data: 12 a 15 de abril
Local: Centro de Exposições Imigrantes
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 1,5. São Paulo – SP
Até mais,
bjo,
Carol
" As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem". Chico Buarque