Filho da inclusão


Hoje, eu ia escrever mais um capitulo sobre adolescência, mas li uma matéria no jornal,  A Folha de São Paulo, muito boa, indico a todos.
 A reportagem é com o psicólogo Emílio Figueira, ele tem paralisia cerebral. Emílio fala sobre a sua vida profissional e particular, como ele encara a vida com a sua deficiência. A deficiência não o impede de estudar, escrever, ler, atualizar seus sete blogs e ministrar aulas on-line.
Segundo Emílio, a família tem um papel fundamental na inclusão, todos que acompanham o meu blog e site, sabem que eu sou 100% a favor disso. A inclusão começa de dentro para fora, primeiro inclui em casa, a aceitação.
Outra coisa que o Emílio comenta é que na década de 70, as instituições tinham objetivo de adaptar as pessoas com deficiência à sociedade. Hoje é a sociedade que deve mudar para incluir, lógico que a gente ainda está no movimento, mas já é um começo, estamos no caminho!
É um belo texto para pais, pessoas com deficiência e para a sociedade no geral, Emílio mostrar que a deficiência não é e está longe de ser uma sentença!


Até mais,
bjo,
Carol 

Passou no vestibular!!!!


Semana passada postei no facebook, duas vezes, sobre o Kallil Assis Tavares, 21 anos. Ele passou para a Universidade de Goiás (UFG), para o curso de geografia. O que eu achei muito legal, interessante é que Kallil é o primeiro aluno com Síndrome de Down a ingressar na universidade. Olha quantos paradigmas ele está quebrando.
 Kallil não teve correção diferenciada, foi tudo igual como todos os outros candidatos. A única coisa, foi que ele teve um monitor para ler a prova e as letras dos textos tinham que ser maiores, pois Kallil tem baixa visão. Segundo a mãe, Kallil sempre foi estudioso e desde criança gostava de mapas.
A escola de Kallil sempre o apoio e incentivou, ele era o único aluno com Síndrome de Down, aqui o jovem contava com um monitor que o acompanhava durante as aulas. Mais um exemplo fantástico de inclusão de verdade, ela é sim possível!
 Parabéns Kallil, aos pais e a escola!
 Cada dia que passa, as pessoas com deficiência mostram para a sociedade que a deficiência não é limitação total para a vida!

Até mais,
bjo,
Carol 

Dois anos!!!


Hoje o blog faz dois anos.
Eu espero que esteja alcançando os objetivos, ajudar, apoiar, orientar, tirar mitos, mostrar a importância da família, ajuda a inclusão, enfim mostrar um outro lado da vida da pessoa com deficiência. Para tudo isso, sei que a caminhada  é longa, ainda temos muito trabalho para fazer, então que venha o terceiro ano!!!
Espero que todos continuem aqui, lendo, participando, dando sugestões, ajudando a fazer o blog.

Até mais,
bjo,
Carol 

É carnaval!!


É carnaval!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Desejo a todos um excelente carnaval, aproveitei.

        Estou indo para a minha cidade, Rio. Quinta-feira estou de volta aqui no blog.


Até mais,
bjo,
Carol 

Afinal, o que é normal? Mais um exemplo de inclusão!


      Ontem, falei sobre a inclusão escolar, dei um exemplo belíssimo e hoje vou dá um exemplo de como a inclusão só faz bem para o ser humano. Eu falo muito da minha relação com a Laís, minha sobrinha, como ela percebe a diferença, mas lida com isso de uma maneira natural. Hoje, vou colocar uma redação da minha irmã, Mari, de quando ela tinha 14 anos, lendo a redação, a gente entende como conviver com as diferenças faz a diferença no ser humano.

O desafio de se conviver com as diferenças
        Conviver com as diferenças sempre foi e sempre será uma árdua tarefa. A sociedade impõe cada vez mais o que é perfeito e aquilo que não é perfeito? O que é perfeito, bonito, certo?
 O preconceito contra deficiência é algo bem ultrapassado, porém se alguém com deficiência, tiver a capacidade igual ou melhor do outro concorrente ao emprego, a pessoa com deficiência vai perder para o outro candidato na maioria das vezes. Algumas empresas simplesmente não aceitam deficientes, alegando não ter estrutura para adapta um deficiente em seu estabelecimento. Tem  empresas que não deixa o portador de deficiência nem fazer a entrevista.
O fato de deficientes físicos não serem aceitos em empresas ocorre também nas escolas ou faculdades. A desculpa da estrutura se repete, tem também a ignorância de acharem que o deficiente físico é também deficiente mental e por causa disso são incapazes de realizar atividades que uma pessoa “normal” faz. Afinal, o que é normal?
Pessoas afro-descendentes, indígenas, orientais, etc, também são alvos do preconceito. Há algum tempo atrás um índio foi queimado por jovens. Afinal, o que é normal?
Houve também, um incidente com uma moça que estava indo trabalhar de madrugada e foi “confundida” com prostituta por alguns jovens que a espaçaram. Isso é justificativa?
 Afinal, o que é normal?

Até mais,
bjo,
Carol 

Um exemplo de inclusão escolar!



Eu, às vezes, aqui no blog me sinto até chata de tão repetitiva quando falo de inclusão na escola.
A inclusão na escola parece que é algo tão difícil e na verdade é tão simples. É simples, quando a gente olha para a criança com deficiência de fato, vendo a deficiência sim, sem preconceito, sem aquele olhar estigmatizado, limitando a capacidade da criança.
Enxergar a deficiência, é a escola, os profissionais saberem que deficiência não limita totalmente a criança, ela tem sim seus potenciais, igual às outras crianças. O que é necessário na sala de aula é reinventar, pois nem sempre criança com deficiência vai conseguir pegar o lápis, na maneira convencional, e escrever a sua letra, “bonitinha”, no caderno, por isso é preciso reinventar, criar um modo em que ela consiga, participe, aprenda, enfim seja incluída na sala de aula.
 Eu, hoje, não ia escrever sobre esse tema, porém ao lê um blog, fiquei encantada com o brilhante exemplo de uma escola que faz um trabalho inclusão. O blog é o da Mari Hart, Diário de uma mãe polvo, vale ir olhar, o exemplo trás para a pratica todo esse texto.


Até mais,
bjo,
Carol 

Sonho? Não, realidade!


Outro dia no facebook teve uma conversa de como os tratamentos são caros para a pessoa com deficiência. Vou então falar hoje, como foi que os meus pais conseguiram resolver essa questão, pois pagar fisio, fono, T.O e etc, diariamente, não é uma tarefa fácil.
Logo que descobriram o meu “problema”, meus pais não tinham condições de pagar as despesas  do tratamento, então a família, tios e minha linda avó, pagavam tudo. Meu pai, com o tempo, arrumou emprego em um banco, Citibank.
Minha mãe, sempre foi e uma pessoa com uma “visão” especial, não são sei explicar, falam que ela é bruxa, ela prevê o futuro do nada, simplesmente coisa de Verinha. Bom, ela com esse jeito, falava, enchia o saco do meu pai para ele tentar que o banco ajudasse nas despesas  do meu tratamento, ele achava que minha mãe estava delirando, sonhando, pois achava essa ideia era absurda.
Um belo dia, estavamos na praia, ainda moravamos no Rio, minha mãe estendeu uma toalha do banco para deitar, logo uma senhora encostou na minha mãe e perguntou de mim e quem trabalhava no Citibank. A senhora contou que tinha uma neta, que também tinha paralisia cerebral, mas que o pai da menina não queria a filha, então quem ela pegou para criar. Falou que também trabalhava no Citibank e que ele pagava todo o tratamento da neta!
Nossa, imagina como a minha mãe ficou, eu tinha 1 ano e pouco, não lembro, mas imagino como ela ficou, conheço bem a peça, quando põe algo na cabeça, não sossega!  Meu pai ainda relutou um pouco, no entanto foi vencido pelo cansaço e foi em busca disso, que para ele era apenas um sonho, já para minha mãe era algo tão claro, era certo!
 O banco pagou todo o meu tratamento, durante anos!
Meu objetivo aqui foi de fazer a mesma coisa que a senhora da praia, fez com a minha mãe, dá uma ideia.

Até mais,
bjo,
Carol 

Preparativos para o carnaval em São Paulo!


Estamos a uma semana do carnaval, para quem gosta, já está em contagem regressiva. Eu já fiz essa contagem há alguns anos atrás, que delicia! Mas não é disso que quero falar.
Ontem, eu li no site da Mara Gabrilli, Deputada Federal, que no carnaval desse ano, 2012, as pessoas com deficiência poderá comprar ingressos pela metade do preço. Para isso é preciso fazer o cadastramento que termina hoje. Para adquirirem tal benefício, deverão trazer RG original, duas fotos 3×4 e laudo médico.
As carteirinhas são válidas por dois anos.  A ação ocorrerá na Ouvidoria da São Paulo Turismo, Av. Olavo Fontoura 1209, Parque Anhembi Portão 31, com expediente de segunda a sexta, das 9h às 17h, tel. (11) 2226-0431.
Aproveitando, deixo também aqui dica sobre o transporte que será feito pelo Atende, da Prefeitura de São Paulo.  Segue abaixo os locais onde haverá o serviço:
•Metrô Portuguesa Tietê até o Sambódromo
Metrô Barra Funda até o Sambódromo
•Pavilhão do Anhembi até o Sambódromo (linha interna)
•Estacionamento do PAMA até o Sambódromo (linha ligando o campo de marte até o sambódromo)
Após o dia 10 de fevereiro, as pessoas com deficiência poderão comprar ingresso, porém sem desconto e de acordo com a disponibilidade. Acompanhantes não são favorecidos de desconto na compra do ingresso

Espero que estes serviços funcionem!

Até mais,
bjo,
Carol 

" As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem". Chico Buarque
 
Carolina - Um sonho a mais não faz mal
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