Luiz Baggio que sempre lutou pela acessibilidade e pela inclusão, faleceu


        Ontem faleceu Luiz Baggio. Luiz era deficiente físico por seqüela de Poliomielite, que teve com dois anos.
Formado em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), com carreira profissional de editor de livros desenvolvida ao longo de 28 anos. Trabalhou como ativista do movimento de pessoas com deficiência desde 1981, tendo assessorado projetos relativos a acessibilidade para a ABNT, o Governo do Estado de São Paulo, a Prefeitura de São Paulo, além de empresas e organizações civis. Em 2006, recebeu a indicação para o "Prêmio Santo Dias" de Direitos Humanos, da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.
Deixou aqui a minha admiração por esse grande homem e espero que a gente continue com o seu brilhante trabalho!

Até mais,
bjo,
Carol 

A deficiência não é para ser usada!


        Acho, tenho quase certeza que já falei do assunto de hoje aqui no blog. Mas não tem problema, pois é extenso, me incomoda particularmente e é polemico, em minha opinião.
As pessoas com deficiência têm alguns “privilégios”, não sei bem se o nome é esse, como furar fila em bancos, restaurante, caixas, isenção do imposto para carro e outras coisas, vagas reservadas e outros. Eu falei ali em cima “privilégios”, porém são direitos das pessoas com deficiência, não deram esses direitos porque consideram as pessoas com deficiência coitadinhas, já vieram para sofrer, vamos recompensar dando alguns “privilégios”! Os direitos não foram criados com esse pensamento errado, eles foram criados dentro de uma lógica para auxiliar a vida das pessoas com deficiência.
 As vagas reservadas, são para as pessoas não pararem longe da entrada, não precisando andar muito para chegar ao local e normalmente as vagas reservadas são maiores, para as pessoas terem mais espaço, caso precise tirar uma cadeira de rodas do carro e posicionar. Furar fila, fundamental, ficar na fila durante muito tempo, é obvio que é difícil para uma pessoa com deficiência. Isenção do imposto para carro, é claro que deram esse “privilégio” para as pessoas com deficiência, para que elas possam comprar um carro de uma maneira mais fácil, visando somente o bem-estar da pessoa, pois todo mundo sabe que uma carro facilita muito na hora de transportar uma pessoa com deficiência.
Agora, tem gente, inclusive certas pessoas com deficiência, que quer usar os direitos, “privilégios”, a deficiência para outros fins! Isso não é legal!

Até mais,
bjo,
Carol 

A criança no mundo da leitura


A leitura é um habito que precisa ser estimulada desde criança. Os pais devem sempre mostrar os livros, presentear o filho com eles, lê junto, fazer o momento da leitura algo agradável, onde ela possa se inseri, se sinta livre.
Para isso é importante que a criança tenha livros resistentes, para que ela tenha a liberdade de explorá-los de todas as formas que tiver interesse, sem que os pais precisem chamar a atenção, para que não faça mau uso dos livros, como riscar, amassar ou rasgar. Assim a criança vai poder manifestar suas vontades, escrever nas páginas a história da sua forma, com rabiscos ou desenhos. Aos poucos a criança vai internalizando os conceitos da história, além de abrir-lhe a possibilidade de recontá-la, levando-a ao enriquecimento da imaginação, da criatividade e da linguagem.

Até mais,
bjo,
Carol 

Colorir Papel - Musica




Um maravilhoso final de semana!!!

Até mais,
bjo,
Carol 

Adolescente com deficiência intelectual também tem sentimentos reais!


Hoje a gente vê que os jovens têm informações sobre o sexo pelos meios de comunicação, conversas com colegas ou ouvidas dos adultos. Muitas das vezes ou a maioria essa informações são erronias, não são verdadeiras, fragmentadas, por isso o dialogo entre pais e qualquer adolescente é fundamental.
 Eu falei qualquer adolescente, porque hoje, mais uma vez, vou falar sobre a sexualidade dos jovens com deficiência intelectual. O adolescente com deficiência intelectual, geralmente, tem a vida reduzida aos familiares e amigos comuns, não é aquela vivencia que normalmente os outro jovens têm, como os relacionamentos com outros na escola, no trabalho e no lazer. Eles têm que construir a rede social deles. É claro que a família tem que está sempre perto, saber aonde esse adolescente está.
O adolescente com deficiência intelectual tem sentimentos reais e necessidades, como qualquer outro jovem. Ele não uma maquina fantasiada de ser humano, logo não é possível elimina a sexualidade da vida de um adolescente com deficiência intelectual.
 A sexualidade da pessoa com deficiência intelectual não é diferente das dos outros, por isso, a educação da sexualidade também deve ser a mesma. Mas pode ser que seja mais lenta de aprender, então, tem que ir ensinando devagar, com menor complexidade e maior variabilidade de recursos áudio-tátil-visual utilizados.

Até mais,
bjo,
Carol 

Eu e Laís andando por ai, ensinando o que é inclusão!


Vamos para mais um episodio Laís, Carol e a inclusão! A Laís já percebeu que as pessoas me dão a mão para ajudar a me locomover.
Então ela em alguns momentos olha para mim e fala: vamos, Cacá passear e me dá a mão. Eu levanto e lá vamos eu e ela! Alguém aparece, a Laís vira e diz: a Lalá está ajudando a Carol!
Ninguém nunca falou para a Laís que eu preciso de ajuda e que por isso ela tem que me ajudar. Ela mesma observou e quis participar, a atitude foi dela.
 Eu vejo, essas situações com a Laís e com outras crianças que têm algum relacionamento com pessoas com deficiência, e percebo como essa convivência faz a diferença. E ai, eu penso, por que as escolas ainda lutam contra a inclusão?

Até mais,
bjo,
Carol 

Pai, filho, superação, amor sem limites!





Até mais,
bjo,
Carol 



Contos de fadas não são a realidade, mas ajuda a entender!


        A gente faz de tudo para evitar o sofrimento das crianças. E a morte é um exemplo disso, certos pais não conversam com os filhos sobre o assunto, não permitem a criança ir aos velórios e funerais, não deixam que assistam a filmes ou escutem histórias que envolva a ideia de morte. Alguns pais pensam que assim vão poupar  as crianças do sofrimento.
Mas não tem como esconder a realidade das crianças, como se elas fossem alienadas, colocando os filhos para viverem em um conto de fadas. Conto de fadas, escrito pelos pais, claro que sem bruxas, fantasmas, duendes, os monstros, as madrastas malvadas, medos, angústia e sem a morte. Não tem como uma criança viver em mundo paralelo, morte é algo real, como os conflitos, medos e angústias. Tudo isso são questões humanas, que devemos lidar com elas dia após dia.



Para auxiliar os pais e as crianças, é importante que as crianças tenham contato com as historias, contos de fadas, os personagens maravilhosos e os temas dessas histórias ajudam a criança a entender e superar, pelo menos temporariamente, o que sente.


Até mais,
bjo,
Carol 
" As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem". Chico Buarque
 
Carolina - Um sonho a mais não faz mal
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