Mulher

Eu hoje li algumas reportagens e blogs, falando como é complicada a vida de uma mulher portadora de necessidades especiais. As reportagens e os blogs relatam como é difícil encontrar um Ginecologista, que trate a paciente portadora de necessidades especiais com dignidade, respeito, enfim como mulher.
 A maioria destes profissionais acredita que estas mulheres não têm vida sexualmente ativa, que não podem engravidar, por fim que não são de fato mulheres. Uma outra reclamação é o consultório, muitos deles são pequenos, difícil de entrar com uma cadeira de rodas. E também o problema da cadeirante de subir na cama ginecológica, pois a cama é alta e impossibilita a transferência. Primeiramente a sociedade tem que começar a aceitar que a mulher portadora de necessidades especiais é MULHER! Essa mulher vive todas as questões que rodam o mundo das mulheres. Assim vamos ter médicos que vai nós olhar com MULHER.
Eu particularmente tenho sorte. Meu Ginecologista é uma pessoa maravilhosa, me ver como um ser humano com todas as particularidades e é claro como mulher. No entanto eu não quero ser sortuda, quero que todas as mulheres tenham o mesmo atendimento que eu.

Até mais,
bjo,
Carol  

Comédia Eleitoral - Os piores candidatos




Gente que absurdo que está este horário político, virou uma palhaçada.
O que estão fazendo com o Brasil?
Como deixam um horário político ser motivo de piada?
 Eu não acredito no que estão fazendo com país. Quem vota em Tiririca, Ronaldo Esper, Maguila, Kiko do KLB, Mulher Pêra e outros, não estão interessados no futuro desse país. Se o pessoal não votasse neste povo, eles não iam ficar fazendo brincadeira na televisão!
Democracia é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos, isto é somos nós que decidimos  quem vai governar o nosso país. É uma baita responsabilidade.
 Para votar é importante conhecer o candidato, saber as suas propostas, assim vamos fazer a nossa parte. Apesar de eles falarem muito fazer pouco.
 Política não é gozação!
 Vamos votar contra a alienação!


Até mais,
bjo,
Carol  

Laís

Laís (minha sobrinha) completou 1 ano na sexta-feira. Quero desejar a ela tudo de bom, que seja muito feliz. A Laís veio para brilhar e para trazer felicidade.

Te amo linda.

Sua festa estava maravilhosa, espero comemorar todos os seus aniversários ao seu lado.  Você é muito especial.

Até mais,
bjo,
Carol 

Proteger



Os pais em geral tende a querer proteger os seus filhos, para que nada aconteça com eles. Só que não é possível montar uma redoma e colocar a criança lá dentro, e assim não deixar-lo viver, rir, chorar, ficar feliz ou triste, aprender lidar com as frustrações, enfim ela tem que viver a vida.
Quando os pais têm um filho portador de necessidades especiais, a proteção ainda é maior, muitos pais não querem sequer que a criança vá à escola. Eles preferem que seu filho fique em casa, acreditam que isso é o melhor. Porque assim a criança vai ficar longe do preconceito, da discriminação, das diferenças, ou seja, do mundo. Isso acontece muitas vezes, não para proteger o filho, mas sim os pais, que tem medo, dificuldade de lidar com estas questões, e ai preferem se esconder atrás da criança.
 A criança portadora de necessidades especiais tem que conhecer o seu problema e as suas limitações, com isso tentar superá-las de alguma maneira. Ela tem que saber que também tem potenciais, que pode fazer diversas conquistas. Ter uma vida comum, conhecer e enfrentar o mundo, ter prazeres com a vida.
 Os pais têm que ensinar o filho a caminhar, a construir novos caminhos, novas alternativas.
Até mais,
bjo,
Carol 

O banheiro das pessoas portadoras de necessidades especiais agora é lavanderia!



Ontem eu fui a uma feira, House & Gift Fair. Muito legal, interessante, tem cada coisa incrível para casa. Pena que é uma  feira para lojista, então não vendem avulso, tem sempre que gastar um mínimo.
Mas o que quero contar é a nossa ida ao banheiro. A porta do banheiro, para pessoa portadora de necessidades especiais, estava fechada, porem não estava trancada. A Luisa (minha irmã) foi olhar para ver se tinha alguém, tinha duas senhoras lavando uma mala. A Luisa não teve duvida, foi atrás de algum funcionário da feira e  voltou com uma mulher. Esta pediu educadamente para as senhoras se retirarem, elas saíram falando; estava lavando a mala, porque o cachorro fez xixi nela!
Só rindo!

Até mais,
bjo,
Carol 

Quem eu seria se pudesse ser

Quem eu seria se pudesse ser, essa frase é o nome de um livro que fala sobre como as pessoas com Síndrome de Down são tratadas. O livro parece ser muito bom.
 O titulo do livro chamou a minha atenção, fiquei pensando nele em relação a minha vida. Percebi que a frase está eliminando o Eu agora, o Eu sou, Eu vivo, Eu sei. Eu sou eu pela minha identidade, pelas minhas características, pela minha família, pelo meu problema físico, enfim pela minha historia. Por isso não posso falar Quem eu seria se pudesse ser, porque ai eu seria outra pessoa e não Carolina Câmara De Oliveira!

Até mais,
bjo,

O olhar para o irmão

   
      Assistir o filme Sei Que Vou te Amar. O filme conta a historia de uma família, que têm dois filhos, um deles tem
autismo e TDAH, a mãe está grávida, porém essa gravidez é de risco e ela tem que ficar de repouso. Por isso o irmão, Thomas Mollison, mais velho tem que cuidar do irmão, Charlie, mas ele tem dificuldade de lidar com os problemas de Charlie. Thomas Mollison sofre, porque não aceita o irmão como ele é.
       Este filme é muito interessante, pois mostra um ângulo diferente, costumamos a olhar para a criança portadora de necessidades especial e para seus pais. Esquecemos os irmãos, esses muitas das vezes são deixados de lado. Eles acabam perdendo um pouco da atenção dos pais, também se preocupam com o irmão, pois de fato não sabem o que está acontecendo.
  Os pais não devem esquecer que têm outros filhos, que eles também precisam dos seus pais e é importante a aproximação dos irmãos, para o desenvolvimento de ambos. Mostra para os irmãos que realmente o que está ocorreu, o que o outro tem e o porquê. Este não pode ficar de fora e ele também tem suas questões e a sua própria vida que jamais podem ser esquecidas.

Até mais,
bjo,
Carol 

O prazer no outro

Acredito que uma das fases mais complicadas na vida de uma pessoa portadora de necessidades especiais é a adolescência, claro que esse período é difícil para todos.
 A adolescência é a transição entre a infância e a idade adulta, assim essa fase caracteriza-se por alterações em diversos níveis - físico, mental e social. o sujeito vai começar a ter novos interesses, desejos, novas descobertas, ou seja, ele começa a se despertar para um outro mundo. Uma das descobertas mais importante na adolescência é o sexo, é encontrar o prazer no outro e não só mais em nós mesmo. É ai que vamos dá mais importância ao outro, esse vai se tornar fundamental nas nossas vidas. Então agora a gente começa querer ir para “balada” para “ficar”, afinal esse é o nosso novo prazer. O nosso olhar para o outro, na adolescência, é apenas para carcaça, aparência, pouco importa se ele chato ou legal, ele tem que ser da moda, bonito.
 A pessoa portadora de necessidades também passa pela adolescência, descobre também o sexo, o nosso prazer também está no outro. No entanto algumas famílias, alguns profissionais e pessoas em geral acham que as pessoas portadoras de necessidades são assexuadas, que não têm desejos e necessidades físicas.
 A pessoa que tem alguma deficiência, é um ser humano que também tem suas vontades, ela tem a sua subjetividade. Esta pessoa quer, pode e deve sentir prazer com a vida, com outro, quer amar e ser amado. Há necessidade de olhar mais para a sexualidade do jovem portador de necessidades, pois todos nós a temos, isso é fato.
 Não adianta esconder, fingir que o sexo não existe, para que? Por que a pessoa portadora de necessidades não pode fazer sexo?
É mais fácil deixar o jovem portador de necessidades sofrer calado!!

Até mais,
bjo,
Carol 
" As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem". Chico Buarque
 
Carolina - Um sonho a mais não faz mal
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