Minha sogra

Eu estava sem ideia para escrever aqui no blog, então a Luisa (minha irmã) falou para eu escrever sobre a minha sogra, eu adorei a ideia.


Um cara foi a delegacia e disse:
- Eu vim dar queixa, pois a minha sogra sumiu.
O delegado disse:
- Há quanto tempo ela sumiu?
- Duas semanas - respondeu o genro.
- E só agora é que você me fala?
- É que eu custei a acreditar que eu tivesse tanta sorte!


A sogra do cara morreu...e lhe perguntaram:
- O que fazemos? Enterramos ou cremamos?
- Os dois! Não podemos facilitar!


 Eu não tenho estes tipos de problema com a minha sogra. Tenho muita sorte, pois a minha sogra é maravilhosa.
Não existe uma casa que eu seja tão bem recebida como a dela, lá sou trata como rainha. Ela faz de tudo para me agradar, tem sempre um pavê de brigadeiro, um mouse de chocolate, enche a casa de chocolate, porque sabe que eu sou viciada! Eu sempre volto de lá com alguns quilos a mais, é somente esse o meu desespero quando vou para  casa da minha sogra!
É impressionante como ela está sempre a minha  disposição, tem horas que eu fico envergonhada, porque lá não falta simplesmente nada.
Eu queria agradecer a minha sogra pela força e pela dedicação.
É uma pessoa que tenho admiração, bato palmas para ela, por ser um ser humano incrível e pela sua coragem perante a vida.

Até mais,
bjo,
Carol

Piada sem graça

Tem gente que adora fazer uma piada sem graça!
 A Mari (minha irmã) está tirando carteira de motorista. Sexta-feira ela teve que ir ao Detran de ônibus, trem e metrô, quando chegou em casa ela me contou toda a trajetória.
 Meu tio estava chegando e então a Mari contou tudo novamente. Meu brilhante tio virou para mim, e falou; viu Carolina, aprendeu? Quando você for tirar a sua carteira de motorista, já sabe! Que engraçada a piada!
 Eu disse é tio aprendi, para minha próxima encarnação, pois nessa vai ser impossível!

Até mais,
bjo,
Carol

Fantástico o mundo das mulheres


Esta semana a Luisa (minha irmã) deixou de ser criança e virou moçinha. Ela foi ao banheiro, quando viu gritou, para alguém ir lá para checar se era aquilo que ela estava pensando.
Na hora eu me lembrei de quando fiquei, da minha sensação. Nós sentimos que algo mudou dentro da gente. Parece que é o primeiro passo que  damos para entrar no mundo das mulheres. Esse mundo é fantástico, cheio de surpresas, um dia vem à famosa Tensão Pré Menstrual (TPM) que quase tudo vira lagrimas ou gritaria, ninguém agüenta ficar perto da gente, nem mesmo a gente, queremos fugir de nós mesmos. Depois vem a calmaria, ela chegou, tudo fica mais tranqüilo, voltamos a fazer as pazes com o mundo, o sorriso volta para as nossas faces. E quando ela não desce, algo está acontecendo, o que será?
É estamos gerando uma vida dentro de nós, isso é fenomenal! Existe algo mais lindo no mundo que a vida? Somos nós responsáveis por gerar-la. Passamos nove messes sendo duas, e passamos o resto da vida amando essas vidas que colocamos no mundo, claro que com a ajuda de deus e dos nossos parceiros. Afinal a gente sempre precisa do outro!
Lú bem-vinda ao mundo das mulheres. Seja muito feliz! Te amo



Até mais,
bjo,
Carol

Corpo e intelecto


Ontem eu percebi que o meu preparo físico está péssimoooo! Fui com meu pai e a Mari (minha irmã) a um barzinho aqui perto de casa, detalhe fomos a pé. O barzinho fica a umas duas quadras daqui. Eu cheguei lá morta, meu pai dava risada da minha cara, e falando que eu tinha que fazer isso mais vezes. E eu pensando comigo mesma, é meu pai tem razão, preciso largar esta vida sedentária!
Tenho que começar a trabalhar o meu corpo, estou trabalhando muito o meu intelecto, vou tentar contra balançar, corpo e intelecto. Afinal nada melhor do que o equilíbrio, no entanto é difícil manter-lo, mas necessário.

Até mais,
bjo,
Carol

Bendito ortopedista

Quando eu tinha uns 7, 8 anos, um bendito ortopedista, inventou que eu tinha que usar um maldito tutor. Este tutor era um tênis com um ferro que vinha até embaixo do joelho, imagina como eu gostava desse tênis! Ele começou a machucar os meus pés, então para tentar evitar as bolhas, a gente enchia os pés de esparadrapo, dava muito trabalho, fazer esses curativos.
Claro que eu não usava esse tutor nos finas de semanas, afinal sempre fui chata, gostava e gosto de me arrumar, sou vaidosa! Eu hoje em dia, eu uso sapatos, tênis, sapatilhas e botas de vários tipos, com salto, sem salto, o que me importa é me sentir bem e bonita.
Um ou dois anos depois de está usando este belo tênis, meus pais me levaram a outro ortopedista, graças a deus! Este ortopedista achou um absurdo eu está usando o tutor, disse que eu não tinha necessidade nenhuma de está usando um negocio daquele, que estava somente machucando os meus pés, mais nada! Imagina meu sorriso, quando ouvi aquilo. Só sei que aquele dia foi o ultimo dia que usei aquilo.
Me sentir livre!

P.S. Era igual a esse, mas o tênis era branco, pelo menos!

Até mais,
bjo,
Carol

Denominação pode gerar preconceito!

Esses dias eu recebi um email do autor do blog InfoAtivo DefNet, ele me escreveu algo que me chamou muito a atenção. Ele disse que a Paralisia Cerebral não é uma patologia, porque ela não tem progressão e também não é transmissível, com uma doença ou defeito congênito. O termo patologia reforça para a visão de invalidez e de gravidade das pessoas.
Eu usava o termo erroneamente, não vou mais me referir a Paralisia Cerebral como uma patologia. Acredito que toda a denominação que usamos faz muita diferença, pois quando a utilizamos estamos especificando algo e se ela estiver sendo usada de forma errada, só vai reforçar o preconceito.
  Eu sempre fui chata com certas denominações, não gosto que falem que sou especial, doente, paralitica, aleijada, acho que elas estão sempre associadas com menosprezar a pessoa. Claro que tem as brincadeiras, como por exemplo, o meu namorado, ele se chama de aleijado e todos os amigos o chamam também.
Temos que tomar muito cuidado com as denominações, para não trazer com elas o preconceito!

Até mais,
bjo,
Carol

Ajuda

Eu a todo lugar que vou, arranjo alguém para me ajudar. A maioria das pessoas que me ajudam, nas ruas, eu nem preciso pedir, elas mesmas oferecem.  Isto é muito bom, mostra que grande parte das pessoas são solidarias. Mas tem também o outro lado, tem coisas que eu consigo fazer sozinha, porém é só eu me mexer, que vem alguém com a seguinte pergunta; você quer ajuda?
Neste momento eu fico sem saber, se aceito por educação ou simplesmente não aceito, explico que estou já acostumada a fazer isso e agradeço pela gentileza.
 Este assunto ajuda, oferecer ajuda e aceitar ajuda, é complicado. No entanto acho que quem for receber a ajuda, tem que se impor, caso realmente não precisar de ajuda, tem que agradecer e seguir em frente no que estava fazendo, porque é ótimo ter uma certa independência. Se caso precisa de ajuda, não pode ter vergonha de aceitar ou pedir, afinal todos nós precisamos de ajuda em alguns momentos da vida.

Até mais,
bjo,
Carol

Essa foi mais uma pequena adaptação na minha vida!

Quando eu entrei na faculdade, não queria mais uma pessoa ao meu lado. Decidi encarar sozinha a faculdade, não sabia como ia ser! Mas eu queria ter mais privacidade, sem ter alguém me questionando o que deveria ou não fazer, gostaria de ter o meu tempo.
Na primeira semana fiquei muito assustada, minha faculdade era gigante, a turma enorme, e eu lá sozinha. Teve um dia que liguei para minha mãe chorando, porque estava desesperada, o pessoal quando acabou a aula, saíram, eu fiquei sozinha, me sentir abandonada! Minha mãe e o Guga (meu irmão) chegaram bem rápido, meus salva-vidas! Graças a deus fiquei nesta insegurança pouco tempo. Já na semana seguinte comecei fazer grandes amizades, que as tenho até hoje.
A pergunta inicial da minha família era quem ia copiar a matéria. Eu pensei em Xerox, meu pai pensou em gravador e uma das minhas amigas, a Thaís, deu a ideia de usar carbono. Carbono é colocado entre a folha que está escrevendo e uma outra embaixo do carbono, o que escreve na primeira folha, sai na outra. Foi essa ideia que deu certo! Então as minhas amigas faziam um rodízio, cada aula uma colocava o carbono. As provas eu fazia ou com o professor, ou com uma secretária da faculdade e às vezes eu esperava uma amiga acabar a prova e ai ela escrevia para mim.
Nada como ter amizades verdadeiras!


Até mais,
bjo,
Carol


" As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem". Chico Buarque
 
Carolina - Um sonho a mais não faz mal
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