Denominação pode gerar preconceito!

Esses dias eu recebi um email do autor do blog InfoAtivo DefNet, ele me escreveu algo que me chamou muito a atenção. Ele disse que a Paralisia Cerebral não é uma patologia, porque ela não tem progressão e também não é transmissível, com uma doença ou defeito congênito. O termo patologia reforça para a visão de invalidez e de gravidade das pessoas.
Eu usava o termo erroneamente, não vou mais me referir a Paralisia Cerebral como uma patologia. Acredito que toda a denominação que usamos faz muita diferença, pois quando a utilizamos estamos especificando algo e se ela estiver sendo usada de forma errada, só vai reforçar o preconceito.
  Eu sempre fui chata com certas denominações, não gosto que falem que sou especial, doente, paralitica, aleijada, acho que elas estão sempre associadas com menosprezar a pessoa. Claro que tem as brincadeiras, como por exemplo, o meu namorado, ele se chama de aleijado e todos os amigos o chamam também.
Temos que tomar muito cuidado com as denominações, para não trazer com elas o preconceito!

Até mais,
bjo,
Carol

Ajuda

Eu a todo lugar que vou, arranjo alguém para me ajudar. A maioria das pessoas que me ajudam, nas ruas, eu nem preciso pedir, elas mesmas oferecem.  Isto é muito bom, mostra que grande parte das pessoas são solidarias. Mas tem também o outro lado, tem coisas que eu consigo fazer sozinha, porém é só eu me mexer, que vem alguém com a seguinte pergunta; você quer ajuda?
Neste momento eu fico sem saber, se aceito por educação ou simplesmente não aceito, explico que estou já acostumada a fazer isso e agradeço pela gentileza.
 Este assunto ajuda, oferecer ajuda e aceitar ajuda, é complicado. No entanto acho que quem for receber a ajuda, tem que se impor, caso realmente não precisar de ajuda, tem que agradecer e seguir em frente no que estava fazendo, porque é ótimo ter uma certa independência. Se caso precisa de ajuda, não pode ter vergonha de aceitar ou pedir, afinal todos nós precisamos de ajuda em alguns momentos da vida.

Até mais,
bjo,
Carol

Essa foi mais uma pequena adaptação na minha vida!

Quando eu entrei na faculdade, não queria mais uma pessoa ao meu lado. Decidi encarar sozinha a faculdade, não sabia como ia ser! Mas eu queria ter mais privacidade, sem ter alguém me questionando o que deveria ou não fazer, gostaria de ter o meu tempo.
Na primeira semana fiquei muito assustada, minha faculdade era gigante, a turma enorme, e eu lá sozinha. Teve um dia que liguei para minha mãe chorando, porque estava desesperada, o pessoal quando acabou a aula, saíram, eu fiquei sozinha, me sentir abandonada! Minha mãe e o Guga (meu irmão) chegaram bem rápido, meus salva-vidas! Graças a deus fiquei nesta insegurança pouco tempo. Já na semana seguinte comecei fazer grandes amizades, que as tenho até hoje.
A pergunta inicial da minha família era quem ia copiar a matéria. Eu pensei em Xerox, meu pai pensou em gravador e uma das minhas amigas, a Thaís, deu a ideia de usar carbono. Carbono é colocado entre a folha que está escrevendo e uma outra embaixo do carbono, o que escreve na primeira folha, sai na outra. Foi essa ideia que deu certo! Então as minhas amigas faziam um rodízio, cada aula uma colocava o carbono. As provas eu fazia ou com o professor, ou com uma secretária da faculdade e às vezes eu esperava uma amiga acabar a prova e ai ela escrevia para mim.
Nada como ter amizades verdadeiras!


Até mais,
bjo,
Carol


Aproveite São Paulo hoje!


Hoje aqui em São Paulo é feriado, porque é dia da Revolução Constitucionalista, Revolução de 1932 ou Guerra Paulista. Essa revolução foi um movimento armado, com o objetivo de acabar com o Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição no país. O movimento foi entre julho e outubro de 1932, no estado de São Paulo.

Hoje o dia está lindo, um sol gostoso. Bom para ir ao parque, curtir esse clima. Pena que é um passeio que não é indicado para mim, por causa dos benditos cachorros, como já falei aqui no blog, morro de medo de cachorro. Mas também tem outros passeios que podemos fazer, sem cachorros.  Podemos fazer passeios culturais, como ir ao museu da língua portuguesa, a pinacoteca, ao mercado municipal, enfim temos muita coisa para fazer aqui em São Paulo, e são passeios baratos.
Parece-me que estes lugares são acessíveis para todos os portadores de necessidades especiais. No entanto eu não tive oportunidade de conhecer tudo, mas os que eu conheço são acessíveis, como a pinacoteca. Ela é linda, acessível e um atendimento nota 10. Quando eu for aos outros, eu conto para vocês ou se alguém conhece, me conta se são acessíveis.
Para quem mora em São Paulo, aproveite o dia!
 Um excelente dia a todos!



Até mais,
bjo,
Carol

Educação todos nós temos que ter



Eu estou há muito tempo querendo escrever sobre a educação, que é algo de extrema importância e aqui no Brasil, infelizmente, ainda é muito precária. E hoje eu estava lendo o blog, Deficiente Ciente, que tem um post que fala de um outro blog, InfoAtivo DefNet, que me chocou.  O post desse blog tem o seguinte titulo; A INCLUSÃO ESCOLAR AINDA USA FRALDAS? Ele relata que as escolas estão querendo que os cadeirantes voltem a usar fraldas, pois não tem ninguém para levar os jovens ao banheiro, ainda falam que somente nas escolas especiais é que têm pessoas para fazer esse tipo de trabalho.

É realmente se as pessoas continuarem com esse pensamento arcaico, a inclusão não vai sair do papel!

Vamos começar do começo, e o começo é a educação. É na escola onde damos o primeiro passo para o mundo, é lá que fazemos contato com o outro, aprendemos a socializar, a ter responsabilidade, a ser menos dependente, a fazer analise critica e também aprendemos aquelas matérias básicas e chatas, porém necessárias.

Mas infelizmente aqui no Brasil educação é para poucos, sorte é de quem pode ter. São poucas as pessoas de baixa renda e portadores de necessidades especiais conseguem ter uma educação digna. Primeiro porque a escola publica é uma vergonha, o governo não se preocupa com o futuro dos cidadãos. Os portadores de necessidades especiais encaram a batalha do preconceito, algumas escolas não aceitam, ou aceitam e ignoram a pessoa ou pior, fazem com que os cadeirantes voltem a usar fraldas.

 Não sei qual destas atitudes é menos humilhante, alguém sabe? Será que um dia vamos ter inclusão de verdade?

Eu não sei se adianta ter cotas para portadores de necessidades especiais nas empresas. Para mim antes de ter cotas, tem que ter educação, pois vamos ter profissionais qualificados, com potencial para trabalhar.  

Educação é a base para que possamos ter um futuro produtivo!


                       
Até mais,
bjo,
Carol

  

Vida não é brincadeira




Que absurda essa historia do Bruno, goleiro do Flamengo.
        Ele teve um caso com a vitima e desse caso ele tiveram um filho. Eliza queria tentar provar, na Justiça, que teve um filho do jogador. Ela fez o último contato com amigos e familiares foram realizados no início de junho. Bruno é acusado de ter agredido Eliza com uma coronhada na cabeça. A arma usada na agressão seria uma pistola. Levando a jovem para Minas Gerais.
Para quê uma pessoa faz isso com o outro?
Esse sujeito tem dificuldade de lidar com a sua nova realidade, que é dinheiro, sucesso e talvez fama. Algumas mulheres gostam de se envolver com jogadores, artistas, famosos em geral. Então eles aproveitam para abusar, mas não querem responsabilidades, não se preocupando em sequer usar camisinha, já que não quer assumir nada!
Agora tem uma criança, que está com a mãe morta e o pai foragido pela Polícia Civil de Minas Gerais, porque matou a mãe. A criança vai crescer sem os seus pais ao seu lado, por causa de uma simples aventura.

                       
Até mais,
bjo,
Carol

Diferenças existem!















Como lidar com as diferenças?
Todos nós temos as nossas diferenças que nos caracteriza e nos difere do outro, sendo assim, não existe ninguém igual a ninguém.  
Têm pessoas que usam óculos, outras têm cabelos lisos, crespo, ondulado, pessoas brancas, pessoas negras, têm gente que anda de cadeira de rodas, outras precisam de ajuda para fazer atividades do cotidiano, enfim tem gente de todo tipo.
O que acontece é que tem algumas diferenças que chamam mais atenção que outras, e algumas pessoas têm dificuldade de lidar com elas, não só as pessoas, mas também a própria pessoa não se aceita. Esta também tem dificuldade de lidar consigo mesmo, ou seja, ela é preconceituosa com si própria. Isso gera isolamento, mais preconceito do outro, a pessoa deixa de ter uma vida comum.
Nós temos que primeiramente nos aceitar, para que depois o outro nos aceite. Não é uma tarefa fácil, e também não é possível fazer sem auxílio dos outros, principalmente da família. A família é fundamental para possamos aceitar as diferenças, não apenas as nossas, mas as do outro também.
Eu particularmente não gosto daquela frase, “diferente é ser normal!”. Porque acho que ela está recheada de preconceito. Nesse mundo em que vivemos, eu não sei o que é normal e o que anormal, alguém sabe?
 Devemos não criar frase ou textos, falando sobre as diferenças, mas sim ir partir para praticar, olhar para as diferenças e aceita-las de verdade, não é fingir que elas não existem!

Até mais,
bjo,
Carol 

                       


selinhos





















Estes lindos selinhos foram oferecidos pelo blog Marcia & Carlos, obrigada pelo carinho.

Até mais,

bjo,

Carol

" As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem". Chico Buarque
 
Carolina - Um sonho a mais não faz mal
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