Quando eu era pequena minha mãe me dizia que eu tinha um bichinho dentro da minha cabeça, por isso que eu precisava de ajuda de outras pessoas. Meus pais não tinham como me explicar o que tinha acontecido comigo, por isso inventaram essa história.
Eu achava que um belo dia esse bichinho ia sair de dentro da minha cabeça! Então eu falava: quando eu ficar boa, eu vou fazer tal e tal coisas. Na escola quando o tema da redação era minha vida, eu sempre colocava que meu maior sonho seria eu ficar boa.
Essa ilusão durou mais ou menos até os 12 anos de idade. Foi aí que eu percebi que eu não ia ficar boa, foi difícil deparar com a realidade. Sofri muito, mas ainda bem que eu sofri, pois foi daí que veio a minha aceitação.
Até mais,
bjo,
Carol
Quando se tem amor, não há preconceito!
Até mais,
bjo,
Carol
Estava conversando com a minha fono, Lucia, sobre um novo projeto de trabalho que eu quero desenvolver. Eu estou pensando em trabalhar com crianças, adolescentes e adultos portadores de necessidades especiais e com os seus pais, mas quero trabalhar principalmente com portadores de Paralisia Cerebral.
Eu vejo muitas pessoas, que têm alguma deficiência, tendo uma vida “comum”, estudando, trabalhando, amando, construindo uma família e etc. No entanto não vejo isso acontecer com pessoas portadoras de Paralisia Cerebral. Aqui mesmo na internet tem pouquíssimos blogs,e , no mercado de trabalho acho que deve ser algo muito escasso. Eu estudei em algumas escolas e em duas faculdades, só vi um portador de Paralisia Cerebral em uma das faculdades, e mesmo assim eu e uma amiga ficávamos observando, ele estava sempre sozinho.
Onde estão essas pessoas? Como elas são criadas? Tem muito mito no termo Paralisia Cerebral?
Eu conheço somente duas pessoas, eu e meu namorado, que somos portadores de Paralisia Cerebral, porém temos uma vida “comum”.
Eu vou fazer um trabalho parecido com o trabalho que fizeram comigo. Quero que as pessoas portadoras de Paralisia Cerebral apareçam mais nas ruas, mas não como vítimas, e sim como pessoas “comuns”!
Vou me empenhar para tentar tirar o mito que existe na palavra e na patologia Paralisia Cerebral.
Até mais,
bjo,
Carol
Semana passada a Laís deu os primeiros passos sozinha, linda, ela ainda está um pouco insegura.
Lembramos de quando eu dei meus primeiros passos sozinha. Eu tinha quatro anos, estava em casa com a minha mãe e com a minha avó, ela me soltou e eu fui, foram alguns passos. E aí pronto, minha mãe quase morreu! Ela ligou primeiro pro meu pai, e depois para um monte de gente, foi uma festa. Eu tive que ficar dando passos o dia inteiro, para mostrar para as pessoas.
Meu pai chegou doido para ver, ele ficava de um lado e minha mãe do outro, e ai eu ia de um lado para o outro, igual barata tonta! Meus pais não se cansavam, eu cansava.
Esse dia foi muito especial!
Até mais,
bjo,
Carol

Segundo jogo do Brasil!
Hoje é dia de festa novamente!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Vai Brasil!
Até mais,
bjo,
Carol
Essa musica é linda!
O Se é a vida, sem ele não temos escolha!
Quem não adora um Se?
Até mais,
bjo,
Carol
Ontem eu fui para aula, quando chego lá, quando fui entrando no prédio com o meu pai, veio uma senhora em nossa direção. Eu logo penso: qual vai ser o pepino desta vez comigo!?
Ela falou então para o meu pai, que era melhor nem subir, porque estava tendo um problema elétrico e não haveria aula. Eu dei um sorrisinho sem graça, aí ela disse com aquela vozinha : Olha! Acho que ela gostou da notícia, vai poder ir para casa mais cedo.
Na hora eu pensei: Não acredito!
Em um prédio onde só tem pós-graduação, alguém acha que eu tenho algum problema mental, é brincadeira!
Até mais,
bjo,
Carol
" As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem". Chico Buarque