Outro dia a Luisa (minha irmã) me perguntou se eu já tinha sido discriminada nesta faculdade (pós-graduação)? Eu falei que não.
Nunca tive problemas em relação aos meus colegas de turmas. Estudei em vários lugares e sempre fui querida, tive amigos em todas as escolas, no cursinho, nas faculdades e atualmente na pós-graduação.
Acho que nunca tive problemas, por causa da minha criação. Meus pais me deram a mesma educação dos meus outros irmãos e as cobranças também são parecidas. Isso foi me mostrando que eu não sou uma coitadinha, que tenho que tratar naturalmente o meu problema, e é assim que eu tento fazer.
Quando chego a algum lugar novo, as pessoas vêm logo para me ajudar, então eu falo; “é puxar essa mão que eu levanto” ou “escreve para mim, por favor, ”e assim por diante. Percebo que no inicio o pessoal tem um pouco receio de aconteça algo comigo, como cair. Mas ai eu vou mostrando que não sou de vidro, e sim de carne e osso e com vivencia tudo vai se tornando comum. Eu tenho amigas que falam para mim, por exemplo, “Carol, eu esqueço que estou segurando a sua mão”.
A discriminação muitas das vezes parte da própria pessoa. Antes que a gente lute para que o ouro nos aceite, temos que primeiramente nos aceitar!
Até mais,
bjo,
Carol
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