Meu futuro: segundo o Pediatra

Então, somente aos meus sete meses de idade, fui diagnosticada como portadora de paralisia cerebral, ou, para o médico que me examinou: Que furo que eu dei. Mãe, sua filha vai ser um vegetal. Não faça nenhuma besteira ao sair daqui.

Reflexão, será que alguém tem culpa?

Penso agora se há culpa a ser distribuída pelos médicos que me assistiram até então. Para mim, o fato mais grave foi o do obstetra, em tentar insistir num parto normal, já sabendo que minha mãe não tinha dilatação, uma vez que foi ele quem fez o parto do meu irmão mais velho: também uma cesariana após espera frustrada de dilatações.
Devido a demora do meu nascimento, faltou oxigenação no meu cérebro, causando seqüelas motoras.

Minha mãe estava certa

Logo nos primeiros meses de vida, tive várias doenças infantis: catapora, coqueluche, rubéola. Minha mãe, durante as consultas ao pediatra, reclamava que eu ainda não sustentava a cabeça, mas ele dizia que isso era conseqüência das tais doenças, não dando maior importância ao fato.
A queixa de não sustentar a cabeça ainda existia aos sete meses de vida e, nessa época, passadas todas as doenças já citadas, o médico resolveu examinar melhor. Constatou, por fim, que minha mãe estava certa o tempo todo: tinha sim algo de errado comigo.

Meu nascimento

Na hora do meu nascimento, o médico queria tentar fazer o parto normal, mas minha mãe não tinha dilatação. O processo todo foi muito demorado até que decidiram fazer a cesariana. Nasci com mais de três quilos, chorei logo ao nascer, tive dez na avaliação dos primeiros cinco minutos de vida, mamei bem e saí da maternidade com meus pais no tempo previsto. Tudo dentro da normalidade.

Até mais,
bjo,
Carol

Características das pessoas da minha família


Minha avó – sabia, ama vida, um exemplo de vida e feliz.
Meu pai – meu ídolo, meu herói e um ser humano incrível.
Minha mãe – meu espelho de mulher, de mãe, de pessoa e de amor incondicional.
Meu irmão Guga – pessoa brilhante, amigo, inteligente, tem uma fé admirável.
Minha Irma Mariana – minha filha do coração, capaz, linda e culta.
Minha Irma Luisa – esperta, perspicaz, generosa e não pensa, fala.
Minha sobrinha – luz, paixão da Cacá e meu anjo.
Meu namorado – apaixonado, companheiro, alegre, admirável e amado.

Eu tenho orgulho desta família maravilhosa que eu tenho. Obrigada.

Até mais,
bjo,
Carol

Minhas primeiras lembranças


Quando penso na primeira lembrança que tenho de mim mesma, vários são os flashes que me vêm à cabeça.
Num deles, eu estava no Tívoli Parque , no Rio de Janeiro, sentada numa cadeira branca de lanchonete, chorando. Meus pais queriam tirar uma foto e eu não estava gostando da cadeira em que estava. Em outro, na escolinha do prédio onde morava, brincava feliz com meu irmão. Em mais um, num Natal, na casa da minha avó, as crianças tinham de descer à portaria do prédio para ver o Papai Noel chegar. Nunca a gente conseguia vê-lo, mas, quando voltávamos, a árvore já estava repleta de presentes. A magia natalina se desfez quando eu e meu irmão abrimos, sem querer, um armário que guardava um presente que estava na carta que escrevemos para o Papai Noel. Mas isso não nos impediu de continuarmos gostando dos rituais do Natal.
Essas lembranças correspondem ao período de três a seis anos de idade.
Até mais,
bjo,
Carol

Cheguei, estou aqui também!

Comecei hoje com este blog porque eu quero mostrar um pouco de minha vida, do que passei e do que estou passando para ajudar outras pessoas que estejam na mesma situação. E também para curiosos que queiram saber como é difícil alguém com deficiência ser inserido não só no mercado de trabalho mas na vida cotidiana.

Meu nome é Carolina, tenho 26 anos. 

Nos próximos posts vou contar fatos da minha vida, desde o nascimento até a atualidade. Também vou falar das coisas que penso e quero muito trocar idéias, conversar com pessoas e aprender com suas experiências.

Acabei de saber que no curso de especialização em Semiótica Psicanalítica, da PUC-SP.

Estou FELIZ!!!

Até mais,

bjo,

Carol 

" As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem". Chico Buarque
 
Carolina - Um sonho a mais não faz mal
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