Como viver com lesão medular (parte 1)

A maioria das pessoas que sofrem a lesão medular são jovens e homens, a principal causa é acidente de direção.
 A pessoa quando sofrer uma lesão medular, basicamente tudo muda na sua vida, pois muita das vezes ela deixa de fazer as tarefas do dia-a-dia sozinha, agora a pessoa começa a depender do outro. Isso não é algo que envolve apenas a pessoa, mas também toda a família, por isso é fundamental o acompanhamento psicológico para a pessoa e para família.
Neste acompanhamento psicológico, o importante é ir respeitando o ritmo de cada um, ou seja, deixando que a pessoa dê os passos. Não tem uma receita certa, cada pessoa vai reagir de um jeito. É preciso saber da pessoa, o que ela já sabe sobre o seu estado, quais são as suas expectativas e dá o apoio emocional.
Já com a família, é necessário também o apoio emocional, mas também é preciso oferecer toda uma orientação, pois não é fácil mudar toda casa de um dia para outro. Isto é, a família tem que aprender a lidar e ajudar a pessoa, aqui estou falando de algo mais físico, manual, como por exemplo, tirar e colocar a pessoa na cadeira de rodas. A casa também tem que ser modificada, adaptada para as novas necessidades da pessoa.
Vou continuar este texto amanha, se não vai ficar muito grande.

Até mais,
bjo,
Carol 

Site

Estou com uma novidade! Agora tenho um site, Meu filho é deficiente E AGORA? A ideia é de ampliar o trabalho que venho realizando aqui no blog.
        Conto com a participação de todos no site.

         Endereço: http://carol.ifono.com.br/


Até mais,
bjo,
Carol 

(d)Eficiente ou não




Não deixe de assistir o vídeo (d)Eficiente ou não. Uma brincadeira da música Black or White de Michael Jackson falando sobre a inclusão.

É deficiente, é normal?

Fonte: blog da Marcia, http://migre.me/4FYe9

Até mais,

bjo,
Carol 


O primeiro encontro


Outro dia eu li no blog (D)Eficiente, http://migre.me/4EvE4, um texto bem legal, eu concordei 100% com ele. O assunto do post é o primeiro encontro.
Para qualquer pessoa o primeiro encontro é sempre uma situação difícil, a gente não sabe nem aonde colocar a mão, se come ou se não come, o que falar, enfim é complicada. Mas essa situação pode ser ainda mais complicada para quem é deficiente, pois as  “limitações” podem causar uma incerteza a mais e muitas vezes desnecessária.
O interessante do texto, é que ele fala uma verdade. Numa situação assim, o melhor para a pessoa é fazer o que lhe deixa mais confortável e procurar ser sincera com a outra pessoa, isso pode ajudar a tirar as caraminholas da cabeça. Muitas das vezes elas estão apenas na cabeça, não sendo de fato um problema.
Olha, uma coisa é certa, real, deficiência existe, não há como esconder-la, então tem que aproveitar o encontro, ser quem você é, ou seja, valorize você. Quero dizer aqui que a deficiência está ali, junto, porém a pessoa não é apenas deficiência, tem ali, uma pessoa bem interessante!

Até mais,
bjo,
Carol 

Bullying, parte 3


Hoje é quinta-feira, dia da gente continuar a nossa série sobre bullying. Vamos falar hoje sobre uma das formas mais agressivas de bullying.
 Como falei semana passada, com o avanço da internet o ciberbullying ou bullying virtual vem sendo bem usado pelos agressores. Geralmente, as agressões são feitas por e-mails, celulares, filmadoras, máquinas fotográficas e outros. Através desses dispositivos, os agressores mandam textos ou imagens com a intenção de ferir ou constrangi a outra pessoa.
Diferente  do bullying na escola, o ciberbullying passa os muros das escolas e expõe a vítima ao escárnio público e os agressores podem ficar no anonimato, não tendo assim a devida punição. 
O cyberbullying ainda mais cruel que o bullying tradicional, pois no cyberbullying os xingamentos e as provocações são a toda hora. No bullying, o constrangimento ficava limitado aos momentos de convívio dentro da escola. O cyberbullying deixa a criança ou o adolescente inseguro em qualquer lugar, porque agora espaço do medo é ilimitado, invadindo até a casa da pessoa.



Até mais,
bjo,
Carol 

Em sociedade inclusiva o herói não é a pessoa que é hoje!

        Algumas semanas atrás, eu escrevi o texto, A pessoa com deficiência, será que vai ser sempre um incapaz ou um herói? http://migre.me/4Dk6V, é um post muito interessante.
Ao final deste texto, eu continuei pensando no assunto, me veio a ideia de inclusão com  o herói do texto. Vou explicar melhor, no outro post, eu disse que a pessoa com deficiência que teve todo o incentivo, apoio e aproveitou, vai ser visto pela sociedade como um herói. No entanto hoje com a inclusão, todas as pessoas com deficiência vão ser heróis? É aqui que quero chegar, acho que tem aqui uma contradição.
 Inclusão seria aceitar as diferenças de cada um, trabalhar com elas, pensar em ambiente em que todos possam usar, estimular o potencial de todos e saber que cada ser humano tem o seu lugar na sociedade. Acredito que inclusão é mais ou menos isso, então agora vem à contradição. Se em sociedade inclusiva todos têm oportunidades, porque a pessoa com deficiência seria visto ou como um coitado, fora da sociedade, ou essa pessoa vai ser um herói? Acho que em uma sociedade inclusiva de verdade, um herói seria, por exemplo, a mãe ou e o pai para o filho, enfim o herói não seria aquela pessoa com deficiência que conseguiu simplesmente uma  oportunidade e sucesso na sociedade.

Não sei se ficou claro o texto, se consegui passar a ideia. Caso isso não tenha acontecido, me avise, eu escrevo novamente.

Até mais,
bjo,
Carol 

É possível encontrar superação no esporte

O esporte é uma ótima ferramenta para a inclusão de pessoas com alguma deficiência na sociedade.
Há pessoas que através do esporte conseguem passos importantes para a reabilitação e também mostra que a pessoa com alguma deficiência não é um coitadinho, assim a pessoa vai se percebendo como um sujeito. As suas limitações são superadas através do esporte, pelo fato desses jovens encontrarem nesse mundo de entretenimento e superações uma reintegração a sociedade. Podendo não ser só um entretenimento, podendo passar do amadorismo para o profissionalismo. E ai o treinamento e a rotina dos paraatletas é pesada.
O esporte pode modificar a vida do ser humano, pois ele permite que as pessoas com deficiência tenham vontade, ou seja, dando uma visão real do potencial de cada indivíduo. O sujeito no esporte é autor de seu próprio sucesso.


Até mais,
bjo,
Carol 

Nova enquete!

Uma criança com alguma deficiência deve estudar em qual  escola, escola especial ou escola comum?


Escola comum

Depende

Escola especial 


        Quem quiser sugerir uma pergunta para próxima enquete, fique a vontade, será um prazer!


Até mais,
bjo,
Carol 



Resultado da enquete: Médicos: eles estão preparados para atender pessoas com deficiência?


        Hoje estamos encerrando enquete que ficou no blog algumas semanas. A pergunta era; Médicos: eles estão preparados para atender pessoas com deficiência?

Apenas 8% das pessoas acham que todos os médicos preparados.
73 % das pessoas acreditam que é raro encontrar um médico preparado.
17% das pessoas acham que não tem médico preparado.
        Parece que infelizmente os médicos não estão preparados para atender pessoas com deficiência.
 Vou colocar aqui um comentário que uma mãe, seguidora do blog, fez sobre esta  pergunta: “Sabemos que na teoria todos os médicos devem estar preparados, mas na prática isso não funciona. Cada um, dentro da sua especialidade, preocupa-se apenas com aquilo que diz respeito a sua especialidade. 
Se encontrarem com um paciente que não tem comunicação verbal (como o meu filho), tratam-no logo como se tivesse déficit cognitivo e depois admiram-se de eu os obrigar a fazerem-lhe determinadas perguntas (como por exemplo acerca das dores: onde? E em que intensidade?) - para isso também serve o caderno de comunicação e as escalas de dor...
        Acho a discussão não pode acabar aqui, temos muito ainda para falar sobre este assunto. Porque quem sente de não ter  médicos preparados para atender pessoas com deficiência, é o paciente e a família, pois muitos médicos tratam o paciente de uma maneira errada, com indiferença, não sabendo nem qual a deficiência daquela pessoa. Isso é desrespeito com qualquer ser humano.




Obrigada pela participação de todos

       Daqui a pouco começa uma nova enquete aqui no blog. 



Até mais,
bjo,
Carol 

Entrevista

O Emilio Figueira fez uma entrevista comigo, para o blog Correio Do Figueira, ficou bacana! Quem quiser conferir, aqui está o endereço http://lc4.in/997y.


Até mais,
bjo,
Carol 


Uma boa leitura

Hoje é sexta-feira, então vou dá uma dica de leitura.
Como já falei aqui varias vezes a sexualidade de pessoas com deficiência ainda é um tabu para a sociedade. Procuro está sempre falando sobre o assunto aqui no blog. Hoje vou indicar um livro bem interessante, acho que ele vai ajudar a gente a desmistificar a sexualidade de pessoas com deficiência.
 Estou falando do livro Inclusão E Sexualidade: Na Voz De Pessoas Com Deficiência Física. O livro tem discussões teóricas sobre a sexualidade, a educação sexual e a sexualidade de pessoas com deficiência física. Os temas fundamentais são; o corpo estigmatizado, a relação da pessoa com deficiência e seus familiares e amigos e as possíveis dificuldades sexuais, orgânicas e psicossociais daqueles que sofrem uma lesão medular.
 Este livro vale para psicólogos, educadores, profissionais da área da saúde, pessoas com deficiências e seus familiares.

Autor: Ana Cláudia Bortolozzi Maia



Até mais,
bjo,
Carol 

Bullying, parte 2


        Vamos continuar com o assunto bullying. Hoje vamos ver algumas formas de bullying.
        Têm vários tipos de comportamentos agressivos, podendo ser verbal, isto é insultar, ofender, falar mal, colocar apelidos pejorativos. Também há comportamentos que são Físico e material, como por exemplo, bater, empurrar, beliscar, roubar ou destruir pertences da vítima. Outra forma de bullying é a psicologia, que é humilhar, excluir, discriminar, chantagear, intimidar. O bullying pode também ser Sexual; abusar, violentar, assediar, insinuar. Hoje com o avanço da internet tem o Virtual ou Ciberbullying, que é realizado por meio de ferramentas tecnológicas: celulares, filmadoras, internet.
 Como a gente pode perceber têm varias formas de bullying, não tendo uma receita certa para praticar. Por isso para evitar o bullying é preciso olhar para diversas vertentes.
 Sabe, uma forma que é difícil de perceber o bullying, é quando ele ocorre com meninas. Porque a menina praticar bullying mais na base de intrigas, fofocas e isolamento. Já o menino é mais agressivo e utilizar a força física, isso torna o bullying mais visível.



Até mais,
bjo,
Carol 

Um passo, uma vitória

 Para alguns, consegui uma determinada coisa é algo tão simples, e para outros é uma vitória.
 Para pais de crianças com alguma necessidade especial ou para própria pessoa, cada gesto novo, cada passinho, cada ganho são nova conquistas, uma vitória. Tudo tem uma ordem, uma etapa, não devemos pular, porque cada uma delas tem um objetivo que vai dá a base para que a gente possa ir e conseguir a etapa seguinte. Não sei se ficou claro isso, como por exemplo, a escola, não podemos pular uma serie, pois há uma seqüência, uma lógica, como vamos aprender tabuada sem saber a soma. Isso acontece também com uma criança que não anda, ela precisa primeiro ter o controle de tronco, para depois consegui andar.
 E a gente quando tem  uma criança que tem alguma necessidade especial, tudo é mais lento e é preciso trabalhar dia a dia, com calma,  controlando a danada da ansiedade, o que difícil, mas necessário. Uma dica para controlar a ansiedade, é olhar para cada nova aquisição como uma grande vitória, valorizando-a!


Até mais,
bjo,
Carol 



Pessoas de verdades

Eu li na ISTO É, uma entrevista com Roberto Shinyashiki. Ele é médico psiquiatra, com pós-graduação em Administração de Empresas (MBA - Universidade de São Paulo) e doutorado em Administração e Economia (Faculdade de Administração e Economia - USP). Achei a entrevista bem interessante, e hoje eu vou comentar sobre uma parte.
 Quem são os heróis de verdade? Esta foi à primeira pergunta que a ISTO É fez para ele. A resposta do Roberto Shinyashiki veio na contramão do que a maioria das pessoas pensa sobre heróis. Isto é, acreditamos que heróis são as poucas pessoas que deram certo, sendo assim herói está ligado ao sucesso, dinheiro, a valor material, enfim herói não é a pessoa, mas sim aquilo que ela tem. Quando a gente olha para a sociedade, percebe isso mesmo, o ser humano perdeu o valor dele como um ser racional, com sentimento.
Um exemplo de herói para Roberto Shinyashiki, é o filho da moça que trabalha em sua casa, o filho tem orgulho da mãe!  Heróis para Roberto Shinyashiki são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros.
 É, heróis de verdade são as pessoas simples e transparentes, ou seja, não são aquelas que se escondem atrás do sucesso, do dinheiro. Veja, nada contra o dinheiro, nem  estou criticando, até porque não sou hipócrita! No entanto tem gente que coloca-o acima de tudo, inclusive do ser humano.

Quem me mandou esta entrevista foi um leitor do blog, gostaria de agradecê-lo.


Até mais,
bjo,
Carol 

Vamos olhar o mundo de outro ângulo?




Como seria?

As diferenças iam continuar existindo, não mesmo? Acho que só ia mudar o foco, o preconceito! Porque na verdade não é que a gente tem dificuldade de lidar com uma determinada deficiência, tem é dificuldade de conviver com diferença.

        Peguei este filminho no blog da Márcia, Escolas Inclusivas: sonho ou realidade?

       

        Vale refletir!

 

Até mais,
bjo,
Carol 

 




O leãozinho - caetano veloso





Um fantástico final de semana!!!

Até mais,
bjo,
Carol 

Uma mãe, uma filha e uma neta!

A gente, aqui no blog, fala tanto que a pessoa com deficiência pode ter uma vida comum. Por isso eu não podia deixar de falar da historia que li no site Deficiente Ciente, http://migre.me/4wCY7. O site conta a historia de Maria Gabriela Andrade Demate, portadora de síndrome de down e Fábio Marchete de Moraes também portador de síndrome de down.
 O casal namora há três anos e um ano atrás tiveram uma filha. Este ano, 2011, eles casaram, foi uma belíssima cerimônia. A filha vive com a avó materna e o casal mora com a mãe do Fábio. Maria Gabriela costuma levar a filha à escola com a mãe e adora brincar muito Valentina, essa é muito apegada à mãe.
Eu li esta matéria e achei linda, mas o que mais chamou minha atenção foi com a mãe da Maria Gabriela, ela parece que criou a filha para a vida, apesar da síndrome de down, foi isso que me deixou mais impressionada. Eu admiro gente assim, que consegue não colocar a deficiência em primeiro lugar. Achei Laurinda, mãe da Maria Gabriela, incrível, um exemplo de mãe e de mulher.


Até mais,
bjo,
Carol 

Bullying, parte 1

Como, infelizmente, o bullying está na moda, eu vou falar um pouco disso aqui no blog. Vou fazer uma serie sobre o assunto, então vai ser de quinta-feira.
Eu tive esta ideia ontem, quando ganhei de um leitor do blog, uma cartilha sobre bullying e acho que é algo que precisamos trabalhar.
 Gostaria da participação de todos!

Hoje vou começar com a definição de bullying.
O termo bullying não tem tradução para o Brasil, mas sua origem é inglesa. Aqui a gente entende como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.
Bullying é comportamentos agressivos na escola, são os alunos que comentem  atos de violência contra um outro aluno. Esses comportamentos agressivos acontecem de forma intencional e repetitiva, a violência pode ser física ou psicológica A vitima não consegue reagir à agressão que sofre, se sentindo impossibilitado de fazer qualquer coisa. 

Até mais,
bjo,
Carol 

Médicos cuidam de seres humanos

             

             Não basta ser médico, tem que participar!
É isso mesmo, tem médico que acha que só precisa saber medicina, tratando o paciente como se ele fosse uma maquina. É, têm uns médicos que fazem um recorte do ser humano, olham somente para a doença, para os sintomas. Esquecem ou simplesmente ignoram que o ser humano é um todo e não apenas uma doença.
 Vamos começar assim, médico estudou para cuidar de pessoas e não de computador, dinheiro, ou qualquer outra coisa que vocês possam imaginar. Pessoas precisam de atenção, compreensão, empatia, enfim o ser humano é algo complexo que vai além da doença.
Todos os médicos deveriam saber disto e é claro fazer estas coisas no dia a dia de trabalho. Uma coisa simples, mas que infelizmente muitos médicos não fazem, é olhar no olho do seu paciente e da família. Isso transmite segurança, acolhe e ampara quem está ali, do outro lado. Muitas das vezes, é isso que o paciente quer e necessita.
Eu sei que médico também é ser humano e por isso tem também suas necessidades e limitações. Mas quando o paciente está com o médico, ele está vendo o médico como uma pessoa que vai ficar ao seu lado em todos os sentidos. Tem médico que podia valorizar mais o ser humano.



Até mais,
bjo,
Carol 
" As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem". Chico Buarque
 
Carolina - Um sonho a mais não faz mal
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